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Justiça nega prisão preventiva de PM acusado de matar tenista no RS

Justiça nega prisão preventiva de PM acusado de matar tenista no RS

A Justiça do Rio Grande do Sul negou na tarde desta quarta-feira o pedido de prisão preventiva do tenente da Brigada Militar, Paulo Sérgio de Souza. O militar é acusado de matar o tenista Thomás Feltes Engel, 16, durante abordagem policial em setembro de 2001 no centro de São Leopoldo, no Vale do Rio dos Sinos.

A Justiça do Rio Grande do Sul negou na tarde desta quarta-feira o pedido de prisão preventiva do tenente da Brigada Militar, Paulo Sérgio de Souza. O militar é acusado de matar o tenista Thomás Feltes Engel, 16, durante abordagem policial em setembro de 2001 no centro de São Leopoldo, no Vale do Rio dos Sinos.

A prisão havia sido solicitada pelo Ministério Público Estadual.

Na decisão, o juiz Francisco de Jesus Rovani, da 1ª Vara Criminal do Foro de São Leopoldo, considerou que não há motivo para concessão da medida cautelar. De acordo com o magistrado, Souza compareceu a todos os atos processuais, sem notícias de que tenha prejudicado a instrução criminal ou tenha tentado se esquivar da aplicação da lei penal.

O Ministério Público Estadual solicitou a prisão preventiva do tenente com base em uma palestra proferida pelo militar a estudantes de direito de uma universidade de Canoas, onde relatou detalhes do caso e admitiu erro na morte do tenista, postura que não adotou durante depoimentos à polícia e à Justiça.

O tenista foi morto durante uma revista policial, a ele e dois amigos, com um tiro de espingarda dado pelo tenente da Brigada Militar enquanto o adolescente estava de costas. O projétil atingiu o fígado e o coração.

Thomás Engel era um dos principais tenistas brasileiros em sua categoria (16 anos).

O tenente responde inquérito por homicídio doloso qualificado (com intenção de matar) e o julgamento ainda não tem data marcada.

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