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Ônibus 350 – réus acusam Lorde de ser mandante do crime

Ônibus 350 – réus acusam Lorde de ser mandante do crime

Enquanto Anderson Gonçalves dos Santos, o Lorde, 25 anos, alegou inocência no 2º Tribunal do Júri da capital, os demais réus o acusaram de ter sido o mandante do crime. O traficante disse que o incêndio do ônibus 350, da Viação Rubanil, que faz a linha Passeio - Irajá, foi ordenado por Mica, que seria o chefe do tráfico de drogas no Morro da Fé, área do Comando Vermelho. No momento do crime, ele declarou que estava participando de um churrasco juntamente com sua esposa, Brenda, numa comunidade vizinha. O churrasco era para comemorar a viagem do casal para Minas Gerais.

Enquanto Anderson Gonçalves dos Santos, o Lorde, 25 anos, alegou inocência no 2º Tribunal do Júri da capital, os demais réus o acusaram de ter sido o mandante do crime. O traficante disse que o incêndio do ônibus 350, da Viação Rubanil, que faz a linha Passeio – Irajá, foi ordenado por Mica, que seria o chefe do tráfico de drogas no Morro da Fé, área do Comando Vermelho. No momento do crime, ele declarou que estava participando de um churrasco juntamente com sua esposa, Brenda, numa comunidade vizinha. O churrasco era para comemorar a viagem do casal para Minas Gerais.

Lorde confessou que era ligado ao tráfico de drogas na favela mas que havia sido afastado por Mica, dois meses antes do incêndio, porque causou prejuízo de R$ 4 mil. Em seu depoimento ao juiz Cairo Ítalo França David, em exercício no 2º Tribunal do Júri, o traficante negou declarações fornecidas na Delegacia de Repressão a Entorpecente (DRE), no dia 6 de janeiro de 2006.

Lorde inocentou o presidente da Associação de Moradores da Comunidade Vila Periqui, Alberto Maia da Silva, o Beto, também denunciado pelo Ministério Público. Alberto Maia, segundo o MP, teria comprado a gasolina que foi despejada no ônibus 350. Lorde negou também que Beto tivesse sugerido atear fogo no coletivo. Ele afirmou que o traficante de nome Da Lua é quem teria matado Boneco, Cinco Sete, Fabiano e Pai João, que também participaram do crime. Da Lua estaria solto e ainda no comando do tráfico na favela.

Ao final de seu depoimento, ele queixou-se ao juiz de que tem recebido ameaças de morte pessoalmente e pelo telefone na prisão. Também disse que recebeu ameaças de policiais da escolta e da carceragem.

Os demais acusados, no entanto, apontaram Lorde como o mandante da manifestação em represália à morte de Ciborgue, que resultou no homicídio de cinco pessoas e lesões em outras 16. Presidente há 12 anos da Associação de Moradores da Vila Periqui, Alberto Maia, o segundo depor, confirmou que Lorde teria ordenado o incêndio do coletivo.

Ele disse que os integrantes da quadrilha de Lorde teriam dito que o “patrão” mandou fechar o comércio na favela e que a ordem era para queimar o ônibus. Beto negou participação no crime, mas disse que foi obrigado a acompanhar Cinco Sete, da quadrilha de Lorde, ao posto para comprar gasolina, despejada em três garrafas plásticas de refrigerante.

O camelô Cristiano Dutra Medeiros, 31 anos, foi o terceiro a ser interrogado e a alegar inocência. Ele disse que foi obrigado pelos traficantes a participar da manifestação e a tirar o dinheiro do caixa do ônibus. Ele entrou no veículo, após quatro integrantes da quadrilha terem despejado gasolina. Como estava de costas, acabou sofrendo queimaduras. Ele foi socorrido por Alberto Maia, que o deixou na porta do Hospital Getúlio Vargas, ficando internado 16 dias.

Cristiano Dutra foi processado em quatro ações na Justiça de São Paulo: dois por estelionato e dois por roubo. Ele lembrou que durante a reunião para organizar o crime, Beto discutiu com traficantes para que não houvesse a manifestação. Dentre os participantes da reunião, estavam os quatro que atearam fogo no coletivo.

Sheila Messias Nogueira e seu irmão, o cozinheiro Leonardo Messias Nogueira, disseram que a ação foi comandada por Lorde e que há quatro meses não havia tráfico na favela. Segundo eles, o traficante chegou na comunidade e instaurou uma “boca”, tornando-se o chefe. Márcia Neves Silva, a último a prestar depoimento, disse que é namorada de Leonardo e alegou inocência.

Segundo o Ministério Público, os crimes foram praticados por motivo torpe. O MP alega que Lorde comandou a ação, Beto teria adquirido o combustível e realizado reunião com o grupo para organizar o ataque ao ônibus, Sheila e Márcia sinalizaram para o coletivo para que este parasse e Leonardo teria propagado o fogo pela janela do ônibus.

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