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Operação navalha: 30 nomes para o procurador com benefício de foro privilegiado

Operação navalha: 30 nomes para o procurador com benefício de foro privilegiado

A Polícia Federal remeteu ao procurador-geral da República, Antonio Fernando de Souza (foto), parte do material coletado durante a Operação Navalha com referências a autoridades com foro no Supremo Tribunal Federal (STF) — caso de ministros e parlamentares. Faz parte da documentação a lista de presentes distribuídas a políticos pela construtora Gautama e outros papéis onde foram encontradas menções a congressistas, como a contabilidade paralela da empreiteira, apontada como eixo do esquema de corrupção desbaratado na quinta-feira passada. A PF estima que cerca de 30 nomes são citados na papelada, entre eles governadores, pelo menos três senadores e um grupo de deputados.

A Polícia Federal remeteu ao procurador-geral da República, Antonio Fernando de Souza, parte do material coletado durante a Operação Navalha com referências a autoridades com foro no Supremo Tribunal Federal (STF) — caso de ministros e parlamentares. Faz parte da documentação a lista de presentes distribuídas a políticos pela construtora Gautama e outros papéis onde foram encontradas menções a congressistas, como a contabilidade paralela da empreiteira, apontada como eixo do esquema de corrupção desbaratado na quinta-feira passada. A PF estima que cerca de 30 nomes são citados na papelada, entre eles governadores, pelo menos três senadores e um grupo de deputados.

A partir das informações da PF, o procurador-geral tentará diferenciar a situação de cada um e pedir ao Supremo para investigar aqueles contra os quais existem indícios de envolvimento com a organização. Ou seja, quem recebeu vantagem financeira para atuar em favor da Gautama. Na avaliação do diretor de Inteligência da PF, Renato da Porciúncula, ter apenas o nome incluído numa lista de parlamentares que apresentaram emendas ou que atuaram em favor da liberação de recursos para financiar obras da Gautama não é suficiente para configurar participação no esquema. O policial pediu cautela aos investigadores escalados para cuidar do caso e analisar o material.

Pagamento

No material enviado ao Ministério Público, há indícios distintos contra parlamentares. Conversas telefônicas interceptadas mostrariam pagamento de R$ 20 mil ao deputado Paulo Magalhães (DEM-BA), sobrinho do senador Antonio Carlos Magalhães (DEM-BA). Segundo a PF, o deputado teria recebido o dinheiro pessoalmente de empregado da Gautama no início deste mês, em seu gabinete. Em troca, o parlamentar teria intercedido a favor da empreiteira em processo no TCU.

O nome do senador Delcídio Amaral (PT-MS), por sua vez, apareceu seguido das anotações “R$ 24 mil” e “jatinho” em documento apreendido no escritório da Gautama, em Salvador. O parlamentar sustentou que pediu socorro financeiro a um amigo engenheiro, no início do último mês de abril, porque precisava alugar um avião para viajar de Brasília ao interior de São Paulo para o funeral do sogro. O amigo saiu em defesa de Delcídio. Argumentou ter recorrido a Zuleido Veras, dono da Gautama, porque estaria sem recursos na época para bancar o aluguel.

Caso Antonio Fernando entenda que há indícios de participação de políticos, a investigação passará para o Supremo. Como ministro, Silas Rondeau teria direito de ser processado somente no STF. Ao deixar o cargo, ontem, deverá responder às acusações no STJ, juntamente com os demais 48 acusados, entre eles os governador do Maranhão, Jackson Lago, e seu antecessor, José Reinaldo Tavares. As investigações resvalaram nos governadores de Alagoas, Teotônio Vilela Filho (PSDB), que teve cinco assessores presos na Operação Navalha, e do Piauí, Wellington Dias (PT), que teria atuado em favor do grupo, segundo gravações telefônicas autorizadas pela Justiça. Dias e Vilela negam envolvimento.

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