O operador de máquinas Roni Abreu Fernandes, 36, foi condenado pela prática de homicídio qualificado (uso de recurso que tornou ou impossibilitou a defesa da vítima) e privilegiado (sob domínio de violenta emoção, seguido de injusta provocação da vítima). A sessão foi realizada no 1º Tribunal do Júri de Goiânia, sob a presidência da juíza Carmecy Rosa Maria Alves de Oliveira. Roni é acusado de matar com seis tiros Johne Peixoto dos Santos, 22, em 1º de abril deste ano, no Bairro São Carlos, em Goiânia.
A juíza determinou que o réu cumpra a pena na Penitenciária Odenir Guimarães, antigo Cepaigo, em regime inicialmente fechado. Roni deverá aguardar preso o trânsito em julgado da sentença (quando não há mais possibilidade de recusa), na Casa de Prisão Provisória (CPP), onde cumpre pena atualmente por outros delitos.
Denúncia
Segundo o Ministério Público (MP), o crime ocorreu por volta das 20h30, na Avenida Comercial do Bairro São Carlos. Na ocasião, a vítima e o acusado se desentenderam em razão de um revólver, calibre 38, marca Taurus. A arma, de acordo com MP, teria sido repassada a Johne por um amigo que ambos tinham em comum, Joselito dos Santos Prado. Ainda segundo a denúncia, o operador de máquinas procurou Johne para que ele devolvesse a arma, mas não obteve êxito.
No dia do crime, a vítima caminhava pela avenida em companhia de sua namorada quando avistou o primo do réu, Anderson Sousa da Silva, e o chamou para conversar. Roni, ao passar pelo local, viu Johne de costas, sacou uma outra arma que trazia na cintura e lhe deu um tiro. Ao cair no chão, a vítima foi alvejada por mais cinco disparos e morreu no local. Roni fugiu em seguida.