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Prorrogada prisão do compadre de Lula

Prorrogada prisão do compadre de Lula

O juiz da 5ª Vara Federal de Campo Grande (MS), Dalton Igor Kita Conrado, prorrogou ontem 68 mandados de prisão temporária dos investigados na Operação Xeque-Mate, desencadeada pela Polícia Federal, na última segunda-feira. Entre os mandados prorrogados estão o de Dario Morelli Filho, compadre do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, e o do empresário de jogos Nilton Cezar Servo. A Polícia Federal pediu a prorrogação no final da tarde de ontem alegando que é necessário mais tempo para as investigações e para fazer acareações entre os acusados.

O juiz da 5ª Vara Federal de Campo Grande (MS), Dalton Igor Kita Conrado, prorrogou ontem 68 mandados de prisão temporária dos investigados na Operação Xeque-Mate, desencadeada pela Polícia Federal, na última segunda-feira. Entre os mandados prorrogados estão o de Dario Morelli Filho, compadre do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, e o do empresário de jogos Nilton Cezar Servo. A Polícia Federal pediu a prorrogação no final da tarde de ontem alegando que é necessário mais tempo para as investigações e para fazer acareações entre os acusados.

Dois dos mandados de prisão prorrogados são referentes a foragidos. Os mandados de prisão de 76 dos 79 presos expiravam ontem. A intenção da PF é confrontar as declarações contraditórias nos depoimentos dos envolvidos e também obter informações sobre o material apreendido na operação. Morelli foi indiciado sob suspeita de corrupção ativa, contrabando, formação de quadrilha e falsidade ideológica. Segundo a PF, ele é sócio de Servo numa casa de jogos aberta em Ilhabela (SP) em nome de um laranja.

Servo é apontado pela PF como o chefão de cinco grupos de “empresários” que compravam, alugavam, emprestavam e exploravam máquinas caça-níqueis. Do mesmo quilate do compadre de Lula, no que se refere ao potencial de informação, é Andrei Cunha, ex-empregado e sobrinho de Servo, que ganhou o benefício da “delação premiada”, mas não será liberado.

Ontem, a esposa de Servo, a advogada Maria Dalva Cristina Martins, prestou depoimento e negou que o ex-deputado tenha recebido qualquer pedido de dinheiro por parte de Genival Inácio dos Santos, o Vavá, irmão do presidente Lula. Reafirmou, no entanto, que os dois são amigos. Segundo o advogado Eldes Rodrigues, a maioria das 24 perguntas feitas a ela referia-se à amizade de seu marido com o compadre de Lula, Dario Morelli Filho. Dalva foi indiciada por contrabando, formação de quadrilha e prática de jogo de azar dentro da Operação xeque-mate.

Durante o depoimento, não foi apresentada nenhuma gravação de áudio ou provas de que a acusada seja proprietária de máquinas caça-níqueis. Segundo o advogado, Maria Dalva disse que essas máquinas estão em nome de seu filho, Victor Emanuel.

Já Morelli confirmou em seu depoimento o recebimento de pagamentos mensais do empresário Nilton Cezar Servo, apontado como chefe da máfia dos caça-níqueis, segundo informações da CBN. Os R$1,5 mil correspondem, de acordo com Morelli, ao gerenciamento de máquinas caça-níqueis que Servo teria em Ilhabela e São Paulo.

O compadre de Lula negou, no entanto, a existência de uma sociedade informal com o suposto chefe da máfia.

Ontem, chegaram a Campo Grande as 23 máquinas caça-níqueis apreendidas em uma casa de bingo de Ilhabela no litoral paulista. As máquinas pertencem a Servo e a PF investiga se Morelli é sócio na aquisição dos caça-níqueis.

O ex-deputado federal Gandi Jamil Georges e Raimundo Romano, que estão foragidos, também tiveram os pedidos de prisão temporária renovados. Ontem, mais um foragido da Operação Xeque-Mate se entregou à Polícia Federal. Ari Silas Portugal é acusado de envolvimento com a máfia dos caça-níqueis. Ele prestou depoimento ontem à PF em Mato Grosso do Sul.

A Justiça liberou ontem aos advogados cópias das transcrições de mais de 600 ligações telefônicas trocadas entre as 85 pessoas que tiveram prisão decretada. Do total, seis ainda estão foragidos. Os advogados também tiveram acesso à cópia do inquérito, que corre em segredo de Justiça.

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