Os advogados de Suzane Von Richthofen, condenada a 38 anos de prisão por participar do assassinato dos pais em 2002, em São Paulo, apresentou ontem (18) ao Supremo Tribunal Federal (STF) [i]habeas corpus[/i] pedindo que ela seja transferida para um centro de ressocialização ou tenha direito à progressão para o regime semiaberto. Nesse caso, Suzane teria de ser transferida para uma unidade prisional que, segundo seus defensores, aplique “o correto programa individualizador da pena, com tratamento penitenciário específico e particularizado”.
De acordo com o STF, Suzane está presa hoje na Penitenciária de Tremembé, a 147 quilômetros de São Paulo. Ela já teve dois pedidos idênticos negados liminarmente: um pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ) e outro pelo Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP).
Para os seus advogados, a jovem preenche todos os requisitos previstos na Lei de Execuções Penais para progredir de regime. “Suzane tem “personalidade propensa à ressocialização” e está comprometida com a readaptação para a vida em liberdade”, diz a defesa, que também quer a decretação do segredo de justiça no processo. O [i]habeas corpus [/i]será apreciado pelo presidente do STF, ministro Gilmar Mendes.