seu conteúdo no nosso portal

Aposentados devem ter cuidado com o dinheiro fácil para empréstimos

Aposentados devem ter cuidado com o dinheiro fácil para empréstimos

A tentação é grande diante de tantos anúncios oferecendo crédito consignado a juros mais baixos. De um lado aparece o ator Paulo Goulart convidando o aposentado a buscar empréstimo. Do outro vem a Senhora do Destino Susana Vieira apontando facilidades de pegar dinheiro com desconto no valor do benefício. A constelação de atores-propaganda ainda inclui Hebe Camargo, Ana Maria Braga e Nair Bello. Mas, antes de pensar em fazer qualquer negócio, os segurados do INSS devem tomar cuidados e pesquisar taxas de juros.

A tentação é grande diante de tantos anúncios oferecendo crédito consignado a juros mais baixos. De um lado aparece o ator Paulo Goulart convidando o aposentado a buscar empréstimo. Do outro vem a Senhora do Destino Susana Vieira apontando facilidades de pegar dinheiro com desconto no valor do benefício. A constelação de atores-propaganda ainda inclui Hebe Camargo, Ana Maria Braga e Nair Bello. Mas, antes de pensar em fazer qualquer negócio, os segurados do INSS devem tomar cuidados e pesquisar taxas de juros.

Hoje, a Previdência já tem convênios com 14 instituições para oferecer essa modalidade de crédito. A primeira a se interessar pelo filão foi a Caixa Econômica Federal, onde Maria Luiza de Jesus, 52 anos, e o marido, Arlindo Domingos de Araujo, 59, foram buscar crédito.

“Pediram que apresentássemos comprovante de residência. Levei a conta de gás. Daí pediram a de telefone. Quando voltamos no dia seguinte, quiseram vender um seguro de vida. Meu marido não aceitou. Dias depois, quando ligou para saber se tinha sido liberado, alegaram que estava em análise. Acho que foi porque não quisemos o produto”, diz Maria Luiza.

A Caixa nega que tenha oferecido venda casada (condicionar a liberação do dinheiro à aquisição de outro produto). Alega que, além do rendimento do INSS, foi incluída renda não comprovada na avaliação de risco de crédito, o que resultou no indeferimento do pedido. Segundo o banco, a gerente da agência Praça da Bandeira solicitou o retorno para reavaliação e, se possível, concessão.

O segurado diz que, após idas e vindas, o banco prometeu liberar o dinheiro uma semana depois, quando já não interessava. Maria Luiza afirma que o marido não apresentou outra renda além da aposentadoria. E o INSS alerta que deve ser considerado apenas o benefício, já que a prestação é descontada desse rendimento.

O QUE SE PAGA SEM VER

A maioria dos bancos cobra um custo que o segurado nem sempre percebe: a Taxa de Abertura de Crédito (TAC). Em geral, vai de R$ 10 a R$ 80, mas há casos em que pode chegar a R$ 120. O segurado também precisa ficar de olho.

Diferente dos empréstimos comuns a pessoas físicas, em que o cliente pede R$ 2 mil, mas leva apenas R$ 1.800 – porque desconta a TAC e o IOF (Imposto sobre Operação Financeira) – no caso dos aposentados, os bancos liberam o valor total. Mas a taxa vem embutida nas prestações.

Se fizer as contas, o segurado vai achar que está pagando mais de juros do que realmente foi acordado. Um dos responsáveis por esse efeito é a aplicação da taxa. O banco considera como se pegasse, por exemplo, R$ 2.080. Divide isso pelo número de prestações e ainda aplica juros mensais.

“Os bancos não deveriam cobrar Taxa de Abertura de Crédito. Isso é um disfarce para avaliação de cadastro, o que não é necessário. Como é uma operação sem risco, por causa da pequena possibilidade de inadimplência, já que o desconto é em folha, não há motivo para cobrá-la”, disse o economista Luis Carlos Ewald, professor da Fundação Getúlio Vargas.

Compartihe

OUTRAS NOTÍCIAS

Sócio retirante desligado antes do Código Civil de 2002 não se submete ao prazo de dois anos
TJMT mantém multa aplicada a posto por falta de informação sobre preços
Borracheiro receberá adicional de insalubridade por estresse térmico