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Audiência com tanqueiros discute segurança do trabalhador

Audiência com tanqueiros discute segurança do trabalhador

A urgente necessidade de adequação das empresas de manutenção de tanques de combustíveis quanto à questão da segurança no trabalho ficou mais evidente esta semana com a ocorrência de mais uma morte na atividade registrada no dia 05 de março. O pintor Valdecir Rodrigues Machado da Silva, de 22 anos, morreu ao pintar um caminhão pipa, quando uma faísca de lâmpada causou a explosão dos gases acumulados dentro do tanque jogando-o a vários metros de distância. Outros dois trabalhadores ficaram feridos.

A urgente necessidade de adequação das empresas de manutenção de tanques de combustíveis quanto à questão da segurança no trabalho ficou mais evidente esta semana com a ocorrência de mais uma morte na atividade registrada no dia 05 de março. O pintor Valdecir Rodrigues Machado da Silva, de 22 anos, morreu ao pintar um caminhão pipa, quando uma faísca de lâmpada causou a explosão dos gases acumulados dentro do tanque jogando-o a vários metros de distância. Outros dois trabalhadores ficaram feridos.

A Procuradoria Regional do Trabalho da 15ª Região tem diversos processos de investigação dos riscos da atividade e já realizou uma audiência pública, em dezembro do ano passado, com representantes de 10 empresas de manutenção de tanques em Paulínia, para discussão de providências preventivas contra o alto índice de acidentes neste tipo de trabalho, que já provocou inúmeras mortes de trabalhadores na região.

Foi proposto um Termo de Compromisso de Ajustamento de Conduta (TAC) para as empresas, que se comprometeram a contribuir com informações para melhorar o TAC. A Procuradora Alvamari Cassillo Tebet agendou para a próxima quinta-feira (16), às 14h00, uma nova rodada de discussões para tentar solucionar os problemas do setor.

Para a audiência foram convocados técnicos do Instituto de Pesos e Medidas (IPEM), Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial (INMETRO), do Conselho Regional de Engenheiros e Arquitetos (CREA), e do Ministério do Trabalho e Emprego, para dar subsídios técnicos aos tanqueiros e ao Ministério Público do Trabalho.

Os tanqueiros reivindicam, entre outras providências, a criação de um credenciamento das oficinas que trabalham com profissionalismo no setor e cumprem as normas, e a mudança da estrutura dos tanques, com exigência de mais escotilhas para facilitar a manutenção e melhorar os procedimentos de segurança. Segundo eles, existem tanques de 12 metros com uma boca só, dificultando a manutenção. Outro problema são as oficinas não especializadas, que resolvem fazer este serviço sem a qualificação necessária.

O analista técnico e engenheiro de Segurança do Trabalho da PRT/15, Marcos Botelho, apresentou uma proposta de TAC com 13 itens e discutiu um a um com os empresários. Três itens foram aperfeiçoados com a contribuição técnica dos empresários. “As empresas devem ficar atentas para a publicação de nova norma regulamentadora (NR) a respeito de trabalho em locais confinados”, destacou o engenheiro. Entre os itens acrescentados estão a exigência de calibração e aferição periódica dos detectores de gás (explosímetro) e ventilação local durante o serviço de manutenção.

A principal atividade das empresas implica na desgazeificação prévia para evitar acúmulo de vapores que possam explodir durante a manutenção. O processo é feito com vaporização, com ar forçado ou ar comprimido. A maioria das mortes ocorreu com a explosão de gases acumulados nos tanques.

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