seu conteúdo no nosso portal

Conselho decide que cargo de promotor de Thales Ferri não é vitalício

Conselho decide que cargo de promotor de Thales Ferri não é vitalício

O Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) decidiu nesta segunda-feira (18), por maioria, suspender a vitaliciedade do cargo do promotor de Justiça Thales Ferri Schoedl, acusado de assassinar um jovem no litoral paulista. O julgamento do CNMP suspende os efeitos das decisões do Órgão Especial e do Conselho Superior do Ministério Público de São Paulo, que haviam determinado a manutenção de Thales na carreira de promotor.

O Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) decidiu nesta segunda-feira (18), por maioria, suspender a vitaliciedade do cargo do promotor de Justiça Thales Ferri Schoedl, acusado de assassinar um jovem no litoral paulista.

O julgamento do CNMP suspende os efeitos das decisões do Órgão Especial e do Conselho Superior do Ministério Público de São Paulo, que haviam determinado a manutenção de Thales na carreira de promotor.

O plenário do CNMP já havia decidido que o cargo do promotor não seria mais vitalício, na sessão do dia 2 de junho. Entretanto, o assunto voltou a pauta após a defesa de Thales Ferri entrar com um recurso contra a decisão.

O plenário do CNMP ordenou que a decisão desta segunda fosse comunicada de imediato ao Ministério Público de São Paulo, que precisa oficializar a decisão. Já não cabe mais recurso no Conselho. Mas Thales pode entrar com uma ação no Supremo Tribunal Federal alegando a inconstitucionalidade da decisão.

Competência legal

Na sessão do dia 16 de junho do CNMP, o relator do recurso, conselheiro Alberto Cascais, considerou improcedente o recurso dos advogados de Thales. Os colegas de plenário acompanharam o voto do relator, mas a decisão pela não-vitaliciedade do cargo do suspeito ainda não havia sido oficializada porque, na ocasião, o conselheiro Ernando Uchôa pediu vista do processo.

Nesta segunda, Uchôa apresentou seu voto, favorável ao recurso impetrado pela defesa de Thales, considerando legal a vitaliciedade do suspeito no cargo de promotor. “O CNMP não tinha competência legal e constitucional para derrubar a soberana decisão. Este conselho invadiu terreno que não lhe pertence”, acusou Uchôa.Os argumentos fizeram os conselheiros Diaulas Ribeiro, Paulo Barata e Sérgio Couto mudarem seus votos. No entanto, os quatro acabaram vencidos.

Na última quarta-feira (13), a defesa de Thales protocolou um habeas corpus no Supremo Tribunal Federal (STF), com o pedido de suspensão do processo no CNMP. O ministro Eros Grau, no entanto, negou o recurso. Assim, o tema pôde ser analisado pelo conselho, que manteve a posição de exonerar o acusado.

Julgamento cancelado

A decisão cancela o julgamento do réu, marcado para esta quarta (20) no Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP). Sem o cargo de promotor de Justiça, Thales perde o direito de ter seu futuro decidido pelo TJSP. Agora, ele terá de ser julgado pelo Tribunal do Júri, em data ainda não definida.

Thales Schoedl é acusado de ter matado a tiros o estudante e jogador de basquete Diego Mendes Modanez, de 20 anos, na noite do dia 30 de dezembro de 2004, em Bertioga (SP). O jovem Felipe Siqueira Cunha de Souza, 20, também alvejado pelo promotor, foi ferido na mesma noite.

Segundo a versão do promotor, ele e a namorada deixavam uma festa na Riviera de São Lourenço, quando um grupo de mais de dez jovens teria abordado a moça. Thales alegou que ao atirar agiu em legítima defesa.

Compartihe

OUTRAS NOTÍCIAS

Sócio retirante desligado antes do Código Civil de 2002 não se submete ao prazo de dois anos
TJMT mantém multa aplicada a posto por falta de informação sobre preços
Borracheiro receberá adicional de insalubridade por estresse térmico