O ex-policial e empresário João Arcanjo Ribeiro, “o Comendador”, teve uma nova condenação na Justiça de Mato Grosso. Desta vez, por sonegação fiscal. A sentença que condena o ex-policial, preso no Uruguai, é do juiz César Augusto Bearsi, da 3ª Vara Federal de Mato Grosso. Ainda cabe recurso.
Ao arbitrar a pena de cinco anos de reclusão, o juiz lembrou que Arcanjo — acusado de ser o chefe do crime organizado no estado — tem antecedentes criminais “escabrosos”.
Bearsi afirmou que “recentemente, segundo a imprensa local e inquéritos policiais que se encontram em aberto, foram localizados em sua fazenda vários corpos de pessoas assassinadas e algumas até torturadas, havendo suspeita de que algumas foram mortas apenas pelo enorme delito de pescar no ‘território’ do poderoso chefão. Sua personalidade é decididamente voltada para o crime e com mão de ferro ele comanda sua organização há quase duas décadas, passadas com sangue e lágrimas de muitas famílias”.
Arcanjo foi denunciado pelo procurador da República Pedro Taques. A sentença de Bearsi mantém também a indisponibilidade de bens do ex-policial — que já tem duas condenações impostas pelo juiz federal Julier Sebastião da Silva.
Bearsi condenou, ainda, o contador de Arcanjo — Luiz Alberto Dondo Gonçalves em quatro anos e seis meses de reclusão por sonegação fiscal. A filha do contador — Ely Joana Ourives Dondo Gonçalves Bertoldi e seu marido — Davi Estavanovick de Souza Bertoldi — também foram condenados. Cabe recurso.