Para conseguir aprovar ainda este ano a renovação da CPMF, o governo precisa vencer hoje (13) a disputa com a oposição na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado. E a vitória parece próxima. Até senadores da oposição já admitem que não têm condições de ganhar dos governistas no colegiado. Reservadamente, prevêem derrota por 13 votos a 9 ou por 12 a 10, no cenário mais otimista.
A idéia é levar a briga para o plenário, onde, na avaliação deles, a base aliada tem apenas “potencial” para obter os 49 votos necessários para garantir a continuidade da CPMF – tributo que rende R$ 40 bilhões por ano aos cofres da União. A votação do relatório de Kátia Abreu (DEM-TO), que é radicalmente contrária ao tributo, e do voto em separado de Romero Jucá (PMDB-RR), a favor da renovação da contribuição, está marcada para as 16h30. Mas o presidente da CCJ, Marco Maciel (DEM-PE), tenta antecipar a sessão para as 15h30.
O governo pode contar com, no mínimo, dez votos entre os 23 senadores. A oposição tem dez também; entretanto, o cálculo inclui o voto de Maciel, que só opinará se houver empate, e já computa a deserção de Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE), que vai contrariar a orientação do partido, que fechou questão em favor da CPMF.