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STF libera obras de arte retidas em alfândega

STF libera obras de arte retidas em alfândega

BRASÍLIA. Um despacho do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Nelson Jobim, autorizou ontem a liberação de 58 obras do pintor espanhol Miquel Barceló que estavam retidas na alfândega do Aeroporto Internacional de Viracopos, em Campinas (SP). As telas, esculturas e papéis estavam na alfândega desde fevereiro, quando terminou a exposição na Pinacoteca do Estado de São Paulo, sob a alegação de que haviam passado mais tempo no Brasil do que o permitido.

BRASÍLIA. Um despacho do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Nelson Jobim, autorizou ontem a liberação de 58 obras do pintor espanhol Miquel Barceló que estavam retidas na alfândega do Aeroporto Internacional de Viracopos, em Campinas (SP). As telas, esculturas e papéis estavam na alfândega desde fevereiro, quando terminou a exposição na Pinacoteca do Estado de São Paulo, sob a alegação de que haviam passado mais tempo no Brasil do que o permitido.

Para embarcar o lote, estava sendo cobrada da Embaixada da Espanha multa de US$ 2,3 milhões, referente a 10% do valor total das obras. Caso contrário, a alfândega ameaçava apoderar-se das obras de Barceló — considerado um dos mais importantes artistas espanhóis em atividade. Jobim isentou a embaixada do pagamento em caráter liminar, ao examinar a ação ajuizada por ela ontem mesmo.

O ministro concordou que, no caso, vale o artigo 5 da Constituição Federal, segundo o qual “ninguém será privado da liberdade ou de seus bens sem o devido processo legal”. E também a súmula 323, editada pelo próprio STF: “É inadmissível a apreensão de mercadoria como meio coercitivo para pagamento de tributos”.

Os quadros de Barceló chegaram a São Paulo em dezembro de 2003, mês de início da mostra. De acordo com os planos iniciais, a obra deixaria o país no fim de fevereiro deste ano para seguir a Atenas, na Grécia, onde estava agendada outra exposição que, no entanto, foi cancelada. Diante do imprevisto, a embaixada pediu a prorrogação do prazo de admissão temporária das obras por mais 60 dias.

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