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BCE mantém taxa de juros em 1%

BCE mantém taxa de juros em 1%

O presidente do Banco Central Europeu (BCE), Jean-Claude Trichet, considerou hoje que a taxa básica de juros para a zona do euro é "apropriada" em 1%.

O presidente do Banco Central Europeu (BCE), Jean-Claude Trichet, considerou hoje que a taxa básica de juros para a zona do euro é “apropriada” em 1%, o que significa que permanecerá neste nível durante algum tempo.
Após a reunião do Conselho do BCE, na sede da entidade, em Frankfurt (Alemanha), Trichet disse que a atividade econômica será fraca no restante deste ano, e em 2010, “após uma fase de estabilização”, haverá uma recuperação gradual, com taxas de crescimento trimestrais positivas.
O principal órgão executivo do BCE não discutiu se a taxa de 1% é o nível mínimo em que os juros ficarão nos próximos meses.
Desde o início de outubro do ano passado, o BCE reduziu a taxa de juros para a zona do euro em 3,25 pontos percentuais, para o atual 1%, um nível historicamente baixo.
Trichet pediu que os bancos comerciais “façam seu trabalho” e concedam empréstimos às empresas e às famílias, para contribuir à recuperação econômica.
Apesar de a taxa de juros ser muito baixa atualmente e de o BCE ter concedido toda a liquidez de que precisavam, os bancos comerciais reduziram a concessão de empréstimos, o que pode impedir a recuperação da economia.
Trichet lembrou que a taxa de crescimento anual dos empréstimos ao setor privado na zona do euro caiu para 1,5% em junho, um valor mínimo histórico desde o começo da terceira fase da União Econômica e Monetária, em 1º de janeiro de 1999.
O presidente do BCE previu que “nossa ação política deveria impulsionar a economia progressivamente”, já que a transmissão da política monetária ocorre com atraso.
Trichet se mostrou convencido de que a política monetária e todas as medidas adotadas pelo BCE, até agora, apoiarão as empresas e as famílias.
O BCE indicou que, embora “a incerteza ainda seja elevada”, “há sinais crescentes de que a recessão global chegou ao fundo do poço”.
Sobre a zona do euro, o banco europeu considera que “as últimas enquetes sugerem que o ritmo de contração está desacelerando claramente”.
No entanto, o Conselho do BCE insistiu em que “a incerteza é elevada, e que devemos estar preparados para uma volatilidade nos números que chegarem”.
Em relação aos preços, o BCE prevê que durará pouco o atual episódio de taxas de inflação extremamente baixas ou negativas, e que voltarão a terreno positivo no final deste ano. A entidade considera que estes movimentos a curto prazo não são relevantes para a política monetária.
O economista-chefe do Commerzbank, Jörg Krämer, previu que o BCE manterá a taxa de juros em 1% durante este ano, inclusive no caso de que os números de crescimento econômico surpreendam o BCE e os mercados financeiros especulem uma alta.
Krämer opina que o BCE revisará um pouco para cima suas cautelosas previsões de crescimento em setembro, quando divulgar suas mais recentes projeções de crescimento e inflação.
O BCE prevê, até agora, que a economia da zona do euro contrairá 4,6% este ano e 0,3% em 2010, com uma taxa de inflação média de 0,3% este ano e de 1% no próximo.
Além disso, o BCE está disposto a manter seu programa de compra de títulos garantidos, em um volume total de 60 bilhões de euros (US$ 86,355 bilhões), para ajudar um setor do mercado muito castigado pela crise e muito importante, porque foi uma fonte de financiamento habitual dos bancos.

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