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A justiça que ninguém quer

A justiça que ninguém quer

No universo nubeloso da justiça desportiva é preciso reaquacionar o tempo dos diversos mecanismos de avaliação. Soube-se ontem que foi instaurado um processo disciplinar a Tonel, Sá Pinto e Nélson, assim como ao Sporting, na sequência de uma queixa do Nacional a propósito do jogo em Alvalade, realizado a 4 de Fevereiro (!!!!). Um mês e 16 dias depois, é tempo em demasia.

No universo nubeloso da justiça desportiva é preciso reaquacionar o tempo dos diversos mecanismos de avaliação. Soube-se ontem que foi instaurado um processo disciplinar a Tonel, Sá Pinto e Nélson, assim como ao Sporting, na sequência de uma queixa do Nacional a propósito do jogo em Alvalade, realizado a 4 de Fevereiro (!!!!). Um mês e 16 dias depois, é tempo em demasia.

Outro mau exemplo já tinha sido dado com o sumaríssimo instaurado a Petit, e que levou o FC Porto a considerar que “era retardador” e “complacente” com os interesses do Benfica, porque a justiça perde legitimidade sempre que uma das suas características essenciais – a celeridade – é esquecida.

Não está aqui em causa se o Nacional e Rui Alves – que “incendiou ” o ambiente do jogo dizendo que o Sporting não tinha estofo para ser campeão e afirmando que leões e madeirenses eram do mesmo campeonato – têm razão na queixa apresentada. Até admito que possam ter, mas só agora a Comissão Disciplinar da Liga avançar para a avaliação da situação parece-me uma anormalidade.

A justiça tem de ser séria mas também parecer que o é. Se no meio desta história existem prevaricadores, a punição já deveria estar, no mínimo, cumprida. Para que não existiam dúvidas sobre eventuais favorecimentos e injustiças.

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