A repórter Elvira Lobato localizou o motorista Éder Eustáquio Soares Macedo, apontado pela “Veja” como a pessoa que dirigiu o Omega preto no transporte dos supostos US$ 3 milhões doados por Cuba às arcas eleitorais de Lula em 2002. Ele ocupa cargo de confiança num gabinete que o ministro Antonio Palocci (Fazenda) mantém no Rio de Janeiro.
Lobato conta na Folha de hoje que, por ordem de Brasília, o motorista foi admitido em 2003 como funcionário de confiança. É pago em contra-cheque da Viúva, enquanto os demais motoristas são terceirizados. Ganha R$ 1.500 por mês. Só comparece à repartição quando solicitado.
Ouvida pela repórter, a turma da Fazenda no Rio estranhou a contratação do motorista numa cidade que Palocci pouco freqüenta. A praxe, dizem os funcionários, é que o ministro seja atendido pelos motoristas mais experientes da casa.
Desde que teve o seu nome mencionado na revista, o motorista Macedo abriu o gás, como se diz. Sumiu da repartição. Diz-se oficialmente no Rio que ele viajou para Brasília na segunda, “a trabalho”. Afirma-se em Brasília que continua dando expediente normal no Rio.
Em meio ao jogo de empurra, um chefe de Macedo abriu o jogo: “Para ser franco, ele quer ficar livre de jornalistas. (…) Se os graúdos evitam a imprensa, imagine o pobre coitado”. Se você é assinante da Folha ou do UOL, aperte aqui para ler toda a reportagem.
Escrito por Josias de Souza