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Advogado ajudou a lavar R$ 2 milhões para máfia

Advogado ajudou a lavar R$ 2 milhões para máfia

A tentativa de lavar aproximadamente R$ 2 milhões para o empresário Hyran Georges Delgado Garcete, 33 anos, é uma das razões para que amigos e familiares dele fossem presos na última terça-feira, pela Operação Bola de Fogo, da Polícia Federal. Um dos que teriam emprestado a conta bancária para Garcete abrigar o dinheiro trazido do exterior é o advogado Félix Jayme Nunes da Cunha, que também trabalha para o governador eleito André Puccinelli (PMDB) e é sócio do filho dele, André Puccinelli Júnior em um escritório na Capital.

A tentativa de lavar aproximadamente R$ 2 milhões para o empresário Hyran Georges Delgado Garcete, 33 anos, é uma das razões para que amigos e familiares dele fossem presos na última terça-feira, pela Operação Bola de Fogo, da Polícia Federal. Um dos que teriam emprestado a conta bancária para Garcete abrigar o dinheiro trazido do exterior é o advogado Félix Jayme Nunes da Cunha, que também trabalha para o governador eleito André Puccinelli (PMDB) e é sócio do filho dele, André Puccinelli Júnior em um escritório na Capital.

Além de Félix, e do corretor de gado José Claudecir Passone, pessoas da família de Hyran Garcete também teriam emprestado suas contas para esta transação. São elas Gisele e Daniela Garcete (irmãs), Alzira (mãe) e Patrícia Kazue Mukai Kanomata (esposa).

A Polícia Federal acredita que o dinheiro estava em bancos uruguaios e teria sido trazido em uma operação ilegal efetuada com casas de câmbio brasileiras. O próximo passo dos agentes federais será o rastreamento do destino desse dinheiro.

No mesmo dia em que a operação foi deflagrada, a Justiça federal bloqueou 300 contas bancárias de pessoas físicas e jurídicas envolvidas com a máfia do cigarro. Nestas contas, conforme levantamento da própria Justiça, há aproximadamente R$ 400 milhões.

Bens bloqueados

Para tentar impedir que o maior esquema de contrabando de cigarros já descoberto no Brasil continue funcionando, mesmo com seus chefões na cadeia, o Poder Judiciário ainda autorizou o sequestro de cerca de 180 veículos, a maioria deles carretas e carros de luxo (incluindo uma Ferrari) e mais de 80 imóveis urbanos e rurais das 97 pessoas suspeitas de participar da organização criminosa.

Em Campo Grande foram presas 26 pessoas, apesar da existência de apenas sete mandados de prisão temporária para cumprimento na cidade. A explicação para esta concentração de prisões na Capital, foi o casamento de Gisele, irmã de Hyran, que aconteceria na noite em que ocorreu a operação policial.

A noiva e o empresário estão presos, além dos outros convidados para a festa, oriundos de outros Estados brasileiros. Em Campo Grande somente Gisele Garcete, a noiva, e o advogado Félix Nunes da Cunha não estavam recolhidos na carceragem da Polícia Federal, na tarde de ontem. Gisele – que está grávida – está em um hospital, e o advogado, em um presídio especial da Polícia Militar.

Em todas as partes

A operação Bola de Fogo foi realizada em 11 Estados brasileiros das cinco regiões. A organização criminosa agia dividida em três braços operacionais.

O grupo central, conforme a PF, era comandado por diretores das indústrias Sudamax, em Cajamar (SP), e Tabacalera Sudan, em Ciudad del Este, no Paraguai. Ambas são vinculadas à holding United Manda Inc., com sede em Los Angeles, nos Estados Unidos.

A fábrica brasileira é acusada de vender no mercado interno produtos exclusivos para exportação, e de fabricar no interior de São Paulo, cigarros que só deveriam ser feitos na indústria do lado paraguaio. A operação ilegal contava com o apoio de fiscais da Receita e da Polícia Federal.

Os outros dois braços da organização eram responsáveis pela introdução e distribuição no atacado do cigarro contrabandeado. Um deles era comandado por Hyran Georges Delgado Garcete e agia a partir da fronteira do Paraguai com Mato Grosso do Sul.

A outra organização era chefiada por Alberto Henrique da Silva Bartels, Sebastião de Oliveira Teixeira, e Luciano Silva, que mantinham bases nas cidades de Foz do Iguaçu (PR) e São Paulo (SP).

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