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Advogado de Fujimori espera imparcialidade da Justiça chilena

Advogado de Fujimori espera imparcialidade da Justiça chilena

O peruano César Nakasaki, advogado de Alberto Fujimori, afirmou hoje que confia na imparcialidade da Justiça chilena, que deve resolver sobre a extradição do ex-presidente assim que o Governo de Lima formalizar o pedido.

O peruano César Nakasaki, advogado de Alberto Fujimori, afirmou hoje que confia na imparcialidade da Justiça chilena, que deve resolver sobre a extradição do ex-presidente assim que o Governo de Lima formalizar o pedido.

“A Justiça chilena já demonstrou em diversos casos ser imparcial”, afirmou Nakasaki a jornalistas, ao chegar hoje ao aeroporto internacional de Santiago.

“O Chile demonstrou algo que é muito importante: não à impunidade, vocês têm processos que demonstram um não à impunidade, mas com devido processo”, acrescentou.

Segundo o advogado peruano, Fujimori não foi tratado no Peru com as normas do devido processo nos julgamentos abertos contra ele por acusações de corrupção e violações dos direitos humanos.

“Os juízes do Chile terão de examinar em que medida no Peru, nos 21 processos judiciais, foi respeitado o direito à defesa de Alberto Fujimori, e temos condições de demonstrar que não se respeitou seu direito à defesa”, afirmou.

Nakasaki acrescentou que “houve uma violação sistemática do direito à defesa por duas razões: quando a lei exigiu que fosse nomeado um advogado para ele, não se nomeou. E quando mais tarde os advogados foram nomeados, eles nunca o defenderam”.

O ex-governante peruano (1990-2000) está detido na capital chilena desde a madrugada de segunda-feira, após ter chegado de surpresa ao país no domingo.

Nakasaki disse que sua primeira ação em Santiago será entrar em contato com o advogado chileno Juan Carlos Osorio, que assumiu a defesa de seu cliente e pediu sua liberdade provisória, que já foi rejeitada pela Justiça chilena.

“Entrarei em contato com meu colega no Chile; ele tem a voz neste processo e, de acordo com o que coordenarmos, ele informará sobre a estratégia legal que será realizada aqui no Chile”, afirmou.

Alberto Fujimori permanece detido na Academia de Gendarmaria (Serviço de Prisões), onde pode permanecer por até dois meses, que é o prazo máximo que o Peru possui para pedir oficialmente que Fujimori seja entregue a seus tribunais.

César Nakasaki disse desconhecer as “razões exatas” que levaram o ex-presidente peruano a viajar ao Chile, assim como os documentos que usou, mas disse ter a certeza de que “deviam estar dentro da lei”.

As autoridades da Polícia chilena abriram uma investigação interna para estabelecer por que Fujimori, que tinha contra si uma ordem internacional de captura, não foi impedido de entrar no país, enquanto os responsáveis pelo organismo no aeroporto de Santiago afirmaram que ninguém os informou sobre a chegada do ex-governante.

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