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Big Brother: câmeras do TJ flagram ocorrências nos prédios e na área externa

Big Brother: câmeras do TJ flagram ocorrências nos prédios e na área externa

Rio - Em quase três anos de funcionamento, o sistema de monitoramento de segurança por câmeras do Tribunal de Justiça (TJ) do Rio já captou pelo menos 3.200 imagens de assaltos, furtos e agressões, além de outros tipos de situações de perigo, dentro dos prédios que compõem o complexo judiciário — que ocupa um quarteirão inteiro no Centro — e do lado externo, num raio de até 500 metros. São 1.066 flagrantes por ano.

Rio – Em quase três anos de funcionamento, o sistema de monitoramento de segurança por câmeras do Tribunal de Justiça (TJ) do Rio já captou pelo menos 3.200 imagens de assaltos, furtos e agressões, além de outros tipos de situações de perigo, dentro dos prédios que compõem o complexo judiciário — que ocupa um quarteirão inteiro no Centro — e do lado externo, num raio de até 500 metros. São 1.066 flagrantes por ano.

Considerado o mais moderno e eficiente do País, o projeto será expandido para outras 80 comarcas do estado. “Graças aos nossos olhos eletrônicos, que funcionam 24h, conseguimos intervir em 95% dos casos, impedindo que ações criminosas acontecessem ou ajudando a polícia a prender bandidos que chegaram a cometer algum tipo de delito”, orgulha-se o chefe de gabinete da Diretoria Geral de Segurança Institucional (DGSI), coronel Francisco Matias. Segundo o 13º BPM (Praça Tiradentes), a violência na região diminuiu consideravelmente com o sistema implementado pelo TJ.

Detalhes do projeto de expansão do sistema para o Interior ainda estão sendo definidos. Mas os equipamentos já beneficiam também a Lâmina 3 do TJ, anexo recém-inaugurado onde funcionam a biblioteca, a 1ª Vice-Presidência do órgão e 20 varas cíveis.

Inaugurado em outubro de 2004, o monitoramento começou a funcionar com 144 câmeras digitais. Hoje são 344, num investimento de R$ 600 mil. Ao todo, 40 pessoas, distribuídas em dois turnos, vigiam a rotina de juízes, promotores, advogados e das cerca de 60 mil pessoas que circulam diariamente pelo TJ.

Delito e punição nos arredores do Fórum

Quinze de maio, 16h45. Um menor assalta uma senhora e corre pela Avenida Presidente Antônio Carlos. Acionados pela central de câmeras do TJ, PMs do 13º BPM (Praça Tiradentes) perseguem o garoto, que é preso ao tentar fugir num ônibus da empresa Ocidental. Cenas de bandidos atacando vítimas e sendo capturados em seguida se tornaram comuns nas imediações do TJ.

“Já perdemos a conta de quantos marginais, principalmente os que praticam pequenos furtos, ajudamos a pôr atrás das grades”, diz o coronel Francisco Matias.

Não raramente, as câmeras também captam cenas pitorescas. Como a de dois homens que, à meia-noite, fazem um ‘despacho’ em frente ao Fórum, na tentativa de ‘desatar’ uma ação impetrada contra eles. A dupla aparece se lambuzando com ovos, que também são atirados contra a parede do prédio. Em seguida, os dois são abordados por seguranças, que os obrigam a limpar todo o local com água e sabão.

Em outro caso, três ladrões enchem uma caminhonete com tábuas usadas em obras do próprio TJ. Na fuga, os assaltantes são cercados pela polícia e têm que descarregar todo o material furtado no mesmo lugar de onde haviam roubado.

“Temos profissionais altamente capacitados e treinados para identificar qualquer atitude suspeita”, explica o diretor de Segurança Patrimonial do TJ, major Roberto Gil Silva. O sistema, que consegue captar com nitidez detalhes como placas de carros a longa distância, monitora alguns fóruns do Interior com 53 câmeras.

Com sensação de segurança

A sensação de segurança nos arredores do Tribunal de Justiça agrada a quem trabalha na região. Olívia Chiappetta, dona da Banca do Fórum, na esquina das avenidas Presidente Antônio Carlos e Erasmo Braga, conta que não tem problemas com segurança desde outubro de 2004.

“Cheguei a comprar um cassetete para me defender de possíveis investidas de ladrões, mas, graças a Deus, nunca precisei usá-lo. As câmeras do TJ inibem os assaltantes”, garante ela.

Esse é o mesmo sentimento do taxista Ademilson Cozendey, 44 anos, que trabalha num ponto em frente ao Fórum, exatamente onde há câmera instalada. “Vim trabalhar aqui por causa desse sistema de câmeras”, diz Cozendey, ao lado do amigo e também taxista Fábio Martins, 31. “Nos sentimos seguros aqui”, concorda Martins.

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