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Cadeia Pública no Paraná é interditada por causa de tuberculose em presos

Cadeia Pública no Paraná é interditada por causa de tuberculose em presos

Pelos menos 30 presos da Cadeia Pública de Umuarama, no Paraná, e três policiais estão com tuberculose. Por esse motivo, o presídio foi interditado e, por enquanto, não receberá mais presos. A superlotação e o ambiente insalubre favoreceram a propagação da doença. Trata-se de um minipresídio, na região noroeste do Estado do Paraná, com capacidade para 65 presos, mas abriga 173. O primeiro caso foi descoberto há três meses. O delegado Edson da Rosa diz que todos já estão em tratamento.

Pelos menos 30 presos da Cadeia Pública de Umuarama, no Paraná, e três policiais estão com tuberculose. Por esse motivo, o presídio foi interditado e, por enquanto, não receberá mais presos. A superlotação e o ambiente insalubre favoreceram a propagação da doença. Trata-se de um minipresídio, na região noroeste do Estado do Paraná, com capacidade para 65 presos, mas abriga 173. O primeiro caso foi descoberto há três meses. O delegado Edson da Rosa diz que todos já estão em tratamento.

Como essa doença se prolifera facilmente pelo ar, os médicos resolveram examinar todos os detentos. Há três semanas, os 173 foram submetidos a exames de raio X e se constatou que 30 estão infectados. Para a realização de um trabalho preventivo, o setor de raio X do centro médico de Umuarama ficou, durante um dia inteiro, ocupado pelos presos e um grande número de policiais que integraram o esquema de escolta.

Dos 30 presos em que foi constatada a doença, aguarda-se um último exame médico para verificar quais deles necessitam de internação hospitalar, segundo o delegado. Ele explica que os doentes não foram isolados porque não há local disponível e porque os demais também são submetidos a tratamento preventivo. O delegado esclarece que naquele presídio há 18 celas e as mais vazias têm nove ou 10 presos, quando comportam, no máximo, quatro. Além da superlotação, o ambiente insalubre, sem ventilação foi outro fator a favorecer a proliferação da doença.

O setor carcerário do presídio tem duas galerias. Cada uma tem o seu “solário”, que é aberto por volta de 9h30 e só é fechado às 18h para permitir que os presos apanhem mais sol durante o dia e que o ar circule melhor. Uma equipe médica tem acompanhado caso a caso, inclusive dos policiais infectados. O tratamento leva em média de seis meses.

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