Denúncia aponta tortura e ameaças na cadeia contra Rocha Mattos A advogada Daniela Pellin, que representa o juiz federal João Carlos da Rocha Mattos, afirma que seu cliente está “confinado” num banheiro no Centro de Detenção Provisória II (CDP) de Pinheiros, na Zona Oeste de São Paulo, e que ele tem sofrido ameaças de morte do PCC, facção criminosa que age dentro e fora dos presídios. Rocha Mattos foi condenado a três anos de prisão por formação de quadrilha no caso da Operação Anaconda.
Rocha Mattos estava no presídio de Tremembé (SP). Foi trazido para a Capital para audiências de outro processo, por uso indevido de placas de carros da Polícia Federal. “O local é um banheiro. Não tem cama, só um buraco no chão, um chuveiro e colocaram um colchão. O local tem 1,20 metro por 2 metros e Mattos está com as pernas inchadas por não poder sair para nada”, disse Daniela. A Secretaria da Administração Penitenciária diz que Mattos está “isolado em cela de inclusão” e que “o local era um banheiro, mas foi reformado”. Sobre as ameaças, o diretor do CDP, Eduardo dos Santos, “vai apurar em sindicância”.