A Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB) avalia que a escuta telefônica clandestina que atingiu a presidência do Supremo Tribunal Federal (STF) “demonstra o descontrole do governo sobre seu serviço de inteligência”. Em nota pública, a entidade que abriga 15 mil juízes manifestou ontem “indignação e preocupação com os grampos ilegais que se alastram no País”.
Mozart Valadares, presidente da AMB, considera que “essa prática afronta a população como um todo, pois coloca em risco as liberdades individuais e coletivas duramente conquistadas após anos de ditadura”. Para Valadares, o grampo no Supremo pode representar “a tentativa de se implantar no país ações policialescas e nefastas ao Estado Democrático de Direito”.