O assassinato do estudante Gabriel Castelo Branco Rodrigues, no último sábado, foi a queima-roupa, sem discussão e a vítima estava desarmada. É o que consta dos depoimentos das testemunhas que estavam numa festa em uma residência no bairro de Manaíra, João Pessoa, PB. O crime causou indignação popular. O assassino, Djair Nóbrega Filho foi preso em flagrante.
Na festa não havia ninguém portando arma de fogo e a vítima não tinha nenhuma desavença com o autor do crime.
O corretor de imóveis, Paulo Henrique Moreira Cruz, 23, esteve ontem na redação e disse que o tiro que atingiu o estudante Gabriel Castelo Branco, 23 anos, no último sábado, era contra ele. O disparo, segundo testemunhas que participavam festa, no bairro de Manaíra, foi efetuado por Djair Nóbrega Filho, 36, após uma discussão com o dono da festa.
Paulo Cruz fez questão de dizer que não houve discussão na festa e disse que Djair Filho se irritou quando sua ex-companheira solicitou que ele fosse procurar um dos filhos dela que havia saído para lanchar. Paulo Cruz, afirmou que, naquele momento, Djair se levantou irritado e disse que não era o pai do garoto para ir à sua procura.
“Naquele momento ele tentou agredir o pai biológico do garoto e ainda deu um tapa em sua coxa. Na ocasião, eu o puxei e disse que ele acabasse com as agressões e pedi que se retirasse. Djair se sentiu insultado e achou que eu o teria empurrado. Então, disse que iria resolver a questão de outra maneira e foi embora. Cerca de 30 minutos depois ele retornou à festa”.
Paulo Cruz contou que, no momento em que ele chegou, foi em direção ao carro pelo lado do carona. Então, Djair sacou a arma e apontou para o seu rosto.
“Eu fiquei estático, parado, sem nenhum tipo de reação. Mas de repente a ficha caiu e eu pulei para o lado, no momento em que aconteceu o primeiro disparo. Do outro lado do carro, Gabriel, vendo a cena, foi em direção ao carro e gritou ´calma Djair`. Ele então se virou e sem nem olhar direito quem estava falando, efetuou mais dois disparos. Um atingiu o peito de Gabriel, matando-o, e o outro atingiu a porta do próprio carro em que ele estava”.
A reportagem do Jornal Correio da Paraíba tentou ouvir ontem por telefone o advogado de Djair Filho, Cecílio Ramalho, mas ele não retornou a ligação.
A família da vítima, através do seu genitor Antônio Carlos Rodrigues dos Santos constituiu o advogado Arnaldo Barbosa Escorel Júnior para funcionar como assistente de acusação.
Há receio de que o homicida tente usar da influência da sua família de larga atuação empresarial, inclusive no campo jurídico, para obter por via oblíquas a sua libertação, quando se trata de crime hediondo, o que afasta legalmente qualquer chance nesse sentido.