Rio – Quem não se lembra das loucuras da personagem Heloísa, vivida por Giulia Gam na novela Mulheres Apaixonadas? Na vida real, milhares de mulheres e homens perdem a razão por causa do chamado ciúme patológico. Sem tratamento com psicólogo, casos assim podem levar à depressão e até a tragédias como assassinatos.
“Ninguém deixa de fazer nada por causa de outra pessoa. É lógico que muitos mudam em função do relacionamento, mas porque querem. Quando um quer mudar o outro, quer tirar a liberdade do outro, acaba a satisfação na relação. O relacionamento saudável traz felicidade, descontração e liberdade”, diz a psicóloga Silvana Martani.
A falta de segurança está sempre associada a sentimentos como a falta de amor-próprio. “A pessoa não se sente merecedora do parceiro que tem”, explica Silvana. “É preciso se amar mais do que a qualquer pessoa. Se a relação está fazendo mal é preciso revê-la, conversar para que mude ou então terminá-la”, diz.
M. G., 45 anos, já fez loucuras por ciúme e hoje freqüenta as reuniões do grupo de auto-ajuda Mulheres que Amam Demais Anônimas (Mada): “Já andei do Grajaú ao Maracanã para saber se meu marido estava mesmo vendo jogo. Depois que me separei, fui pro Mada e vi que o problema não era dele, era meu. Cheguei a um ponto de loucura que poderia causar uma tragédia”.