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CNJ lança programa para ocupar espaços ociosos de tribunais com prestação de serviços

CNJ lança programa para ocupar espaços ociosos de tribunais com prestação de serviços

Ocupar os espaços físicos vazios do Judiciário, como um tribunal do júri que só é usado uma ou duas vezes por ano, a fim de prestar serviços à sociedade por meio de cursos, palestras, oficinas. Esse é o objetivo do programa Casas de Justiça e Cidadania, lançado ontem (8) pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) em Montes Claros (MG).

Ocupar os espaços físicos vazios do Judiciário, como um tribunal do júri que só é usado uma ou duas vezes por ano, a fim de prestar serviços à sociedade por meio de cursos, palestras, oficinas. Esse é o objetivo do programa Casas de Justiça e Cidadania, lançado ontem (8) pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) em Montes Claros (MG).

De acordo com o presidente do CNJ e do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Gilmar Mendes, o projeto surgiu da necessidade de abrir os espaços públicos do Judiciário para realização de cursos, de atividades que aproximem mais a Justiça da da sociedade.

O programa, que está sendo implantado nas duas cidades como projeto piloto, vai reunir e coordenar ações que já são desenvolvidas pelo Judiciário em vários locais do Brasil, como as Casas de Justiça de Santa Catarina e o Força no Esporte, do Exército Brasileiro, em Montes Claros.

De acordo com Mendes, as atividades a serem desenvolvidas vão depender da realidade de cada local onde o projeto for implementado. O que o CNJ quer, segundo o ministro, é "chamar a sociedade para realizar missões importantes que estão conferidas à Justiça", de forma que as Casas de Justiça e Cidadania vão ter o que a sociedade entender que se deve ter. "Aqui nós vamos ter um modo bastante multifuncional de interagir com a sociedade".

A estudante Eloísa Rodrigues dos Santos, 15 anos, participa do Força no Esporte desde que o projeto começou em Montes Claros. Lá, além de aprender esportes tradicionais, como voleibol e basquete, as crianças também desenvolvem atividades menos conhecidas, como a corrida de orientação. Com a possibilidade de um maior número de ações oferecidas, a jovem acredita que a comunidade só tem a ganhar.
"Só melhora a nossa comunidade, porque sendo a comunidade que a gente mora numa área de risco, tem muita criminalidade, vai tirar muitas crianças das ruas, dando a elas a oportunidade de uma vida nova, de uma vida melhor", diz.

O Casas de Justiça e Cidadania têm como base o trabalho voluntário de funcionários da Justiça, em atividades como palestras, cursos de alimentação alternativa e outros organizados pelo Serviço Social da Indústria (Sesi), Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) e Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas(Sebrae).

No plano de atividades em Montes Claros, até março e abril de 2009, também estão incluídos workshops de cultura, saúde e acidentes domésticos, além de cursos profissionalizantes para familiares de presos sobre fabricação de pães caseiros e bijuteria com materiais recicláveis.

Durante a cerimônia de lançamento do programa, a Receita Federal doou 40 computadores, que já foram repassados à coordenação local do programa, para a montagem de uma sala de informática, onde devem ser oferecidos cursos para crianças. O programa também conta com a parceria de universidades, da Defesa Civil e de organizações não-governamentais. O projeto também vai ser lançado, ainda hoje, em Teresina (PI).
 

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