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Congresso, sob pressão, acelera lei orçamentária

Congresso, sob pressão, acelera lei orçamentária

Sob pressão do governo, na iminência de se deparar com um vazio nos cofres de várias obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), o presidente do Congresso, Garibaldi Alves Filho (PMDB-RN) agilizou os trabalhos e enviou, ontem, a lei orçamentária de 2008 para a sanção pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, antecipando em cinco dias o rito normal do Orçamento.

Sob pressão do governo, na iminência de se deparar com um vazio nos cofres de várias obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), o presidente do Congresso, Garibaldi Alves Filho (PMDB-RN) agilizou os trabalhos e enviou, ontem, a lei orçamentária de 2008 para a sanção pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, antecipando em cinco dias o rito normal do Orçamento.

O governo tem pressa em ratificar a peça orçamentária aprovada pelo Congresso na semana passada. Sem o Orçamento, a partir de abril já começam a aparecer dificuldades na execução do PAC, o que torna urgente a edição de medidas provisórias com créditos extraordinários para cobrir o caixa de obras do programa. E o momento, bem sabe o governo, não é propício para uma enxurrada de MPs.

Emendas parlamentares

Antes da canetada presidencial que endossará o Orçamento votado pelo Legislativo, o Ministério do Planejamento terá de se debruçar com uma lupa sobre as emendas acrescentadas pelos parlamentares sobre a proposta enviada pelo Executivo ao Congresso, para definir se e quais partes do Orçamento serão limadas por veto presidencial.

O governo tem 15 dias para concluir a tarefa, mas o mutirão de técnicos organizado no Planejamento visa terminar a análise da peça orçamentária em, no máximo, seis dias, quando deve ser publicada no Diário Oficial a programação financeira da União para 2008. Mesmo com o trabalho meticuloso e com o corte de R$ 12 bilhões feito ainda no Congresso, o contingenciamento de verbas que se anuncia é de grande monta. Algo entre R$ 15 bilhões e R$ 20 bilhões, é o que prevê o ministro Paulo Bernardo.

Corda bamba

Seria fácil resolver o assunto com a simples edição de medidas provisórias para rechear os cofres do PAC. Mas, se cobertor financeiro é curto, o momento político é delicado, o que reduz muito as possibilidades de manobra do Palácio do Planalto para resolver a questão das obras do PAC, que têm levado o presidente Lula por todo o país a inaugurar empreitadas do programa do governo e permitido a Lula capitalizar politicamente as obras no ano de eleições municipais.

No Congresso, a ordem é recompor o diálogo com a oposição, que já vinha deteriorado desde a derrota do governo com a CPMF, e azedou de vez com a revanche governista, na aprovação da TV pública no Senado. Assunto do momento no Legislativo, a a mudança na tramitação das MPs se transformou em um escaninho de mágoas.

O que faz da edição de MPs com créditos voltados para cobrir as necessidades do PAC uma possibilidade remota. Em reunião na noite de segunda-feira com líderes do governo nas duas Casas do Congresso, o presidente Lula se auto-determinou uma “moratória” de MPs até, ao menos, o fim do mês.

Mas, antes mesmo desse prazo, o governo já terá que enviar ao Congresso uma medida provisória concedendo reajuste salarial de 10% a 137% para 800 mil servidores de dez categorias, que começam a ser pagos no próximo mês. Qualquer outra MP enviada ao Parlamento, nesse meio tempo, soará como provocação à bancada oposicionista, avalia um auxiliar de Lula.

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