O Ministério Público do Trabalho (MPT) abriu 337 investigações em 2006 para apurar casos de assédio denunciados em empresas dos setores têxtil, cosmético, farmacêutico, químico, metalúrgico, financeiro e estatal. A informação é do jornal “Folha de S.Paulo”. O número é mais do que o dobro das investigações instauradas em 2005.
Em 15 regionais do MPT, 48 empresas firmaram termos de ajustamento de conduta com o compromisso de corrigir atitudes que se caracterizaram como assédio moral. No ano passado, 32 termos foram assinados pelas empresas.
A mais recente das dez ações civis públicas encaminhadas nos últimos onze meses diz respeito ao banco Bradesco. Após dois anos de investigação, em que foram recolhidos depoimentos de 50 funcionários de agências de São Paulo, quatro procuradores concluíram que os portadores de Lesões por Esforços Repetitivos (LER) foram discriminados, submetidos a situações de constrangimento e pressionados a pedir demissão.
Levantamento feito pela ministra Maria Cristina Goyen Peduzzi, do Tribunal Superior do Trabalho, mostra que 600 recursos referentes a processos de assédio moral foram julgados no ano passado pelos Tribunais Regionais do Trabalho. Em 2004, foram 300.