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Denúncias levam procurador-geral da União a deixar o cargo

Denúncias levam procurador-geral da União a deixar o cargo

BRASÍLIA - O procurador-geral da União, Jefferson Carús Guedes, processado por formação de quadrilha pelo Ministério Público Federal, na 4ª Vara Criminal de São Paulo, pediu ontem demissão do cargo ao seu chefe imediato, o advogado-geral da União, José Antonio Toffoli. Ele foi substituído, em caráter interino, pelo advogado-geral adjunto da União, Fernando Luiz Albuquerque. A condição de réu do até então procurador-geral da União - apesar de ter conseguido, em abril, que o Tribunal Regional Federal da 3ª Região sustasse a ação penal, em caráter liminar - foi revelada pelo jornal O Estado de S.Paulo.

BRASÍLIA – O procurador-geral da União, Jefferson Carús Guedes, processado por formação de quadrilha pelo Ministério Público Federal, na 4ª Vara Criminal de São Paulo, pediu ontem demissão do cargo ao seu chefe imediato, o advogado-geral da União, José Antonio Toffoli. Ele foi substituído, em caráter interino, pelo advogado-geral adjunto da União, Fernando Luiz Albuquerque. A condição de réu do até então procurador-geral da União – apesar de ter conseguido, em abril, que o Tribunal Regional Federal da 3ª Região sustasse a ação penal, em caráter liminar – foi revelada pelo jornal O Estado de S.Paulo.

Jefferson Guedes pediu exoneração do cargo para "evitar que se cause desgaste à Advocacia-Geral da União", em conseqüência da reportagem.
De acordo com nota da assessoria de imprensa da AGU, o ministro José Antonio Toffoli “reafirmou sua confiança em Guedes, agradeceu ao dirigente pelos serviços prestados à Procuradoria e destacou a grandeza de abrir mão do cargo para proteger a instituição”.

Advogado da União desde 2001, Albuquerque atuou na Subchefia de Assuntos Jurídicos da Casa Civil, antes de assumir o cargo de adjunto do ministro Toffoli, em julho último. Conforme a denúncia do MPF em São Paulo, Jefferson Guedes, quando ocupou a chefia da Procuradoria Federal Especializada do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), em 2004, teria integrado uma “quadrilha” envolvida na emissão irregular de certidões negativas de débito, apropriação indébita de contribuições previdenciárias e tráfico de influência.
 

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