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Deputados do Rio são suspeitos de sonegação fiscal e formação de quadrilha

Deputados do Rio são suspeitos de sonegação fiscal e formação de quadrilha

Rio - Relatório da Receita Federal encaminhado ao Ministério Público Federal promete abalar os alicerces do Palácio Tiradentes, sede da Assembléia Legislativa do Rio. Grupo de pelo menos 11 deputados e ex-deputados é investigado por sonegação fiscal e formação de quadrilha: todos são suspeitos de enriquecimento ilícito.

Rio – Relatório da Receita Federal encaminhado ao Ministério Público Federal promete abalar os alicerces do Palácio Tiradentes, sede da Assembléia Legislativa do Rio. Grupo de pelo menos 11 deputados e ex-deputados é investigado por sonegação fiscal e formação de quadrilha: todos são suspeitos de enriquecimento ilícito.

Durante oito meses, a Receita fez uma devassa nos dados tributários dos parlamentares e concluiu que há indícios de irregularidades. “Fomos checar o que havia em nossos arquivos e, efetivamente, descobrimos que uma meia dúzia de parlamentares evidenciava algum patrimônio acima do que havia declarado”, explicou César Augusto Barbieri, superintendente da Receita Federal no Rio.

ADVOGADO AMEAÇA

Segundo ele, a apuração foi encerrada há aproximadamente um mês. “Alguns relatórios foram enviados ao Ministério Público para que, se houvesse matéria penal, os procuradores tomassem as providências devidas”, disse Barbieri.

Descontrolado, o advogado de um dos parlamentares investigados ameaçou repórter de O DIA que pedia esclarecimentos sobre o caso. “Experimente noticiar. Tasca a ficha. Agora, agüenta firme. Estou te ameaçando (sic). Sou advogado e vou perseguir você em juízo e o seu jornal também”, esbravejou o advogado.

Outros casos de improbidade administrativa envolvendo deputados também estão sendo analisados pelo Ministério Público Estadual (MPE). O próprio presidente da casa, Jorge Picciani (PMDB), foi alvo de suspeitas dos promotores. Há dois meses, porém, o procedimento foi arquivado por unanimidade pelo Conselho Superior do MPE. Para apoiar o trabalho do MPE, o Ministério Público Federal também encaminhou relatório da Receita à Promotoria de Tutela Coletiva, que apura, pelo menos, outros 50 casos de improbidade administrativa possivelmente cometida por parlamentares.

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