Os 189 alunos de Direito dos quatro cursos de pós-graduação descrendenciados por falta de qualidade pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), em 2003, não serão prejudicados.
Quem garante é o diretor de Avaliação da entidade, professor Renato Janine, afirmando que os diplomas desses alunos serão “considerados válidos”.
O descredenciamento dos mestrados das Universidades Iguaçu (Unig-RJ), Federal de Goiás (UF), Ribeirão Preto (Unaperp) e Franca (Unifran) depende ainda de homologação do Conselho Nacional de Educação. Esses cursos tiveram notas 1 e 2 (as notas obedecem uma escala de um a sete) na avaliação feita a cada três anos.
A Capes leva em consideração a qualidade do corpo docente, a produção cientifica e a quantidade de mestres e doutores formados. Direito foi a segunda área com maior número de descredenciamentos (quatro cursos). A primeira foi Medicina, com seis.
Dos 1.819 cursos avaliados em todas as especialidades, apenas 2% (36) foram descredenciados, enquanto 62 conseguiram a nota máxima e 145 tiveram avaliação seis. Isso mostra que 11,4% dos cursos foram considerados de nível internacional, enquanto 32,5% (nota quatro) foram classificados como de bom nível. São Paulo foi o Estado que teve o maior número de cursos reprovados (10), seguido do Rio de Janeiro (nove).