Deputados federais e senadores apresentaram R$ 62,6 bilhões em emendas à proposta de Orçamento 2008, valor que daria para suprir seis anos de Bolsa Família, o principal programa de transferência de renda do governo federal.
A proposta em tramitação no Congresso Nacional, entretanto, reserva R$ 11,6 bilhões para atendimento aos pleitos dos parlamentares, o que abrange apenas 18,5% do valor total das emendas.
Assim como em anos anteriores, obras de transporte e urbanização foram as que receberam maior destinação de recursos -cerca de R$ 20 bilhões. A novidade é que pela primeira vez a área de turismo -que em anos anteriores recebia valores pouco expressivos- superou saúde (R$ 4,4 bilhões) e educação (R$ 3,3 bilhões) e, com R$ 6,3 bilhões, é o terceiro segmento para o qual os congressistas destinaram o maior volume de verbas federais.
Isso tem duas explicações: a primeira é que neste ano caiu a regra de que as emendas parlamentares tinham que destinar pelo menos 30% de seu valor para a área da saúde. A segunda é que é informação corrente no Congresso que as emendas para o Turismo têm sido executadas em ritmo maior que as direcionadas para outras pastas.