A Síntese do IBGE também aponta que o brasiliense está mais cético com relação ao casamento que o resto dos brasileiros. No DF, 2,8% da população figura entre os divorciados ou desquitados. No resto do Brasil, o índice médio é de 1,3%; na região Centro-Oeste, de 1,8%. “O DF puxa a média da região para cima”, diz a diretora de Documentação do IBGE em Brasília, Sônia Maciel.
Para Sônia, a inserção das mulheres no mercado de trabalho, que significa maior independência financeira, e o nível de educação acima da média são algumas das causas para o volume de separações superior à media nacional. “As mulheres estão mais seguras nas relações e não se sujeitam mais a certos tipos de tratamento”, explica Sônia. Segundo ela, uma modalidade que tem sido verificada na cidade com grande freqüência são as uniões consensuais. Ou seja, os casais de jovens estão preferindo morar um tempo juntos antes de firmarem compromisso oficial, com casamento em cartório.
O coordenador do Programa de Pós-Graduação em Sociologia da UnB, Brasilmar Ferreira Nunes, acredita que a realidade do DF seja muito heterogênea, com os maiores índices de divórcio nas áreas nobres. “De qualquer forma, o dado reflete a maior feminilização do mercado de trabalho”, diz. Por ser uma cidade onde a maior parte dos postos de trabalho estão no setor de serviços, a possibilidade de concorrência entre homens e mulheres é maior.