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Dólares cubanos: o piloto da Operação Havana

Dólares cubanos: o piloto da Operação Havana

Chama-se Alécio Fongaro a segunda e última testemunha do que vem sendo chamado de Operação Havana, em que dirigentes do PT trouxeram dólares possivelmente de Cuba para pagar despesas da campanha presidencial de Luiz Inácio Lula da Silva em 2002. Fongaro é piloto free-lancer na região de Lins, interior de São Paulo, e teria conduzido o avião Sêneca prefixo PT-RSX no trajeto São Paulo-Brasília-Campinas, em 31 de julho daquele ano.

Chama-se Alécio Fongaro a segunda e última testemunha do que vem sendo chamado de Operação Havana, em que dirigentes do PT trouxeram dólares possivelmente de Cuba para pagar despesas da campanha presidencial de Luiz Inácio Lula da Silva em 2002. Fongaro é piloto free-lancer na região de Lins, interior de São Paulo, e teria conduzido o avião Sêneca prefixo PT-RSX no trajeto São Paulo-Brasília-Campinas, em 31 de julho daquele ano.

Nesta viagem, o lobista Vladimir Poleto, um antigo colaborador do ministro da Fazenda, Antonio Palocci, em sua época de prefeito de Ribeirão Preto (SP), teria pego três caixas de bebidas e as entregou em Campinas a Ralf Barquette, outro antigo assessor de Palocci. Quem repassou a encomenda a Poleto foi o diplomata cubano Sérgio Cervantes, amigo de Lula e do ex-ministro José Dirceu desde a década de 80. Parte da história foi testemunhada pelo advogado Rogério Buratti, outro ex-assessor de Palocci.

A Operação Havana foi revelada em reportagem de capa da revista Veja desta semana (leia quadro ao lado) e vem sendo contestada pelo Palácio do Planalto, pelo PT e pelo governo cubano. Foi classificada de fantasia por Palocci. O próprio Lula teria repetido a opinião de seu auxiliar – versão difundida reservadamente por dois dos ministros que despacham diariamente com ele –, mas negou-se a responder qualquer pergunta sobre o caso.

A informação sobre Fongaro chegou ao Correio pela assessoria de imprensa do empresário Roberto Colnaghi, dono da Asperbrás – um dos maiores fabricantes de equipamentos de irrigação do país – e do Sêneca usado na Operação Havana. Ele confirmou ter cedido a aeronave para um vôo a Brasília na data informada pela revista, mas não disse para quem ou por quê.

Na cidade de Penápolis (SP), onde Colnaghi nasceu e ainda mantém muitos de seus negócios, diz-se que o Sêneca teria sido pedido pelo prefeito José Luís (PT) para resolver problemas em Brasília. O prefeito não foi encontrado para dar sua versão sobre essa informação.

Testemunha

O nome do piloto é relevante porque acrescenta uma testemunha a uma história que o governo vem tentando desqualificar antes de qualquer investigação mais profunda. E que, se confirmada, pode custar o registro de legalidade dado ao PT pela Justiça Eleitoral. A Constituição brasileira, em seu artigo 17º, proíbe que partidos políticos recebam recursos do exterior. Pego no contrapé, o partido do presidente da República pode até deixar de existir.

Após a revelação do caso, Vladimir Poleto recolheu-se e não atendeu a reportagem do Correio. Ele já havia aparecido na crise antes, quando a mesma revista informou que alugara uma casa em Brasília, em julho de 2003, onde a turma de Ribeirão Preto se reunia para recreação. O proprietário da casa disse que, no momento em fechou o negócio – por R$ 10 mil mensais –, recebeu seis meses adiantados. Detalhe: as notas estavam acondicionados numa valise. Poleto deporá na CPI do Mensalão na próxima terça-feira.

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