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Dossiê: Polícia Federal aponta ex-coordenador de Mercadante como o sacador dos dólares

Dossiê: Polícia Federal aponta ex-coordenador de Mercadante como o sacador dos dólares

SÃO PAULO - A Polícia Federal (PF) confirmou nesta madrugada, que o petista Hamilton Lacerda foi um dos responsáveis por sacar e entregar parte do R$ 1,7 milhão a Gedimar Passos e Valdebran Padilha para a compra do dossiê com denúncias contra os candidatos tucanos. As informações são do jornal O Estado de São Paulo.

SÃO PAULO – A Polícia Federal (PF) confirmou nesta madrugada, que o petista Hamilton Lacerda foi um dos responsáveis por sacar e entregar parte do R$ 1,7 milhão a Gedimar Passos e Valdebran Padilha para a compra do dossiê com denúncias contra os candidatos tucanos. As informações são do jornal O Estado de São Paulo.

Segundo a publicação, a informação foi divulgada depois que agentes fizeram uma devassa em dados fornecidos por casas de câmbio e instituições financeiras de São Paulo. De acordo com o Jornal Bom Dia Brasil da Rede Globo, Hamilton Lacerda também foi identificado nas gravações do circuito interno de TV do hotel Íbis, na capital paulista, onde os petistas foram detidos.

Para a PF, ao menos dois emissários do Diretório Nacional do PT ficaram encarregados de resgatar o dinheiro do dossiê nesses locais.

Agora, a polícia acredita ter os nomes de todos os envolvidos no recolhimento do dinheiro e na entrega deste a Valdebran e a Gedimar.

Hamilton já havia sido afastado do cargo de coordenador de campanha do senador Aloízio Mercadante ao governo do Estado, em razão do escândalo. Ele também é suspeito de ter intermediado as negociações com a revista IstoÉ para publicação do dossiê e de entrevista dos empresários Darci e Luiz Antônio Vedoin.

Ainda de acordo com o Estado, a Justiça Federal do Mato Grosso quebrou na última quarta-feira, o sigilo dos bancos Sofisa, Bradesco, Safra e Bankboston para rastrear a movimentação das notas apreendidas com os petistas no último dia 15 de setembro. Com isso, a PF pretende destrinchar a rede de envolvidos no levantamento dos recursos.

Segundo as investigações, o banco paulista Sofisa recebeu de um banco de Miami os dólares usados no pagamento à família Vedoin. Das outras três instituições citadas, saíram os reais.

Em nota, o Sofisa negou qualquer irregularidade e alegou que seguiu rigorosamente as normas do Banco Central na operação de remessa dos dólares.

O delegado Diógenes Curado e o procurador Mário Lúcio Avelar, encarregados do inquérito que apura o dossiê, devem chegar à São Paulo nesta quinta-feira para verificar as provas levantadas e interrogar Hamilton Lacerda.

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