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É importante que o STF possa escolher o que quer julgar

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Aos 36 anos, o professor Alexandre de Moraes tem uma folha de serviços prestados à causa jurídica invejável. Aos 22 já era Promotor de Justiça do Ministério Público de São Paulo. Aos 33, virou Secretário de Justiça, cargo que veio a acumular com a espinhosa presidência da Febem de São Paulo. Desde junho é um dos integrantes do recém criado Conselho Nacional de Justiça.

Aos 36 anos, o professor Alexandre de Moraes tem uma folha de serviços prestados à causa jurídica invejável. Aos 22 já era Promotor de Justiça do Ministério Público de São Paulo. Aos 33, virou Secretário de Justiça, cargo que veio a acumular com a espinhosa presidência da Febem de São Paulo. Desde junho é um dos integrantes do recém criado Conselho Nacional de Justiça.

Professor de Direito Constitucional da Universidade Mackenzie e da Universidade de São Paulo, Alexandre de Moraes é autor de 14 livros, dentre eles Direito Constitucional, com mais de 300 mil cópias vendidas e a segunda obra mais citada pelos ministros do Supremo Tribunal Federal. O respeito é recíproco: “O Supremo é um ótimo tribunal no controle de constitucionalidade”, diz ele ao defender uma redução no volume de trabalho da Corte, justamente como uma forma de preservar a excelência de suas decisões.

Na entrevista concedida à Consultor Jurídico, Alexandre de Moraes falou também sobre a função do CNJ. Mais do que uma supercorregedoria a cuidar da disciplina dos juizes, ele entende que cabe ao conselho o papel de encontrar soluções para os grandes desafios do judiciário. . “Punir juiz é importante, mas o mais importante é a coordenação e organização do judiciário”. Por isso, ele diz, as prioridades do Conselho são questões macro como promoção de juízes, nepotismo, teto salarial, concurso público.

Participaram da entrevista os jornalistas Adriana Aguiar, Aline Pinheiro, Leonardo Fuhrmann, Márcio Chaer, Maria Fernanda Erdelyi e Maurício Cardoso.

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