[size= 10pt; color: black; font-family: Verdana; mso-fareast-font-family: ‘Times New Roman’; mso-bidi-font-family: ‘Times New Roman’; mso-ansi-language: PT-BR; mso-fareast-language: PT-BR; mso-bidi-language: AR-SA]Segunda empresa binacional do país, a Alcântara Cyclone Space (ACS) nasceu há menos de dois anos, mas já tem contas de gente grande — especialmente no que diz respeito a diárias e viagens nacionais e internacionais. Criada pelos governos do Brasil e da Ucrânia para inserir os dois países no mercado mundial de lançamento de satélites, que movimenta mais de US$ 1 bilhão por ano, ela já gastou R$ 1,2 milhão com deslocamentos de técnicos, diretores e conselheiros, entre 2007 e 2009. No tratado firmado entre os dois países, cabe ao Brasil cuidar da infraestrutura do Centro de Lançamento de Alcântara (MA) e à Ucrânia tratar do desenvolvimento do foguete Cyclone-4.
Os gastos com viagens e diárias da ACS, sediada em Brasília, cresceram 10 vezes somente entre 2007 e 2008, saltando de R$ 87 mil para R$ 800 mil. Só este ano, já foram utilizados R$ 325 mil. Isso inclui uma viagem no fim de março à Ucrânia. Mesmo sem ter qualquer laço formal com a empresa, o deputado Ribamar Alves (PSB-MA) integrou o grupo que foi até a ex-república soviética para participar de reunião do conselho administrativo.
Presidente da Frente Parlamentar em defesa de Alcântara, o parlamentar do PSB viajou a convite da agência aeroespacial ucraniana, com tudo pago pela binacional — que recebe dinheiro dos governos brasileiro e ucraniano. A binacional já recebeu US$ 72 milhões dos US$ 105 milhões previstos para serem repassados pelos dois países. O governo brasileiro repassou US$ 50 milhões e o ucraniano, US$ 22 milhões. O valor gasto com o deputado não foi revelado pelo diretor-geral da ACS no Brasil, o ex-ministro da Ciência e Tecnologia Roberto Amaral, vice-presidente do PSB. “A passagem foi econômica. Não sei quanto foi. E se soubesse, não diria a você”, declarou Amaral, na última terça-feira. O ex-ministro disse que está preocupado com as despesas. Por causa disso, o estatuto da ACS será modificado para que as reuniões sejam feitas por videoconferência.
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