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Entidade pede que senador Tasso explique ofensa de “boneca”

Entidade pede que senador Tasso explique ofensa de “boneca”

A Associação Brasileira de Gays, Lésbicas, Bissexuais, Travestis e Transexuais (ABGLT) pediu nesta sexta-feira explicações ao senador Tasso Jereissati (foto) (PSDB-CE) por ter chamado o senador Almeida Lima (PMDB-SE) de "boneca" no bate-boca entre os dois na reunião de antes de ontem do Conselho de Ética. O presidente da entidade, Toni Reis, afirma no ofício encaminhado ao senador que o uso do termo reforçou o preconceito contra os homossexuais.

A Associação Brasileira de Gays, Lésbicas, Bissexuais, Travestis e Transexuais (ABGLT) pediu nesta sexta-feira explicações ao senador Tasso Jereissati (PSDB-CE) por ter chamado o senador Almeida Lima (PMDB-SE) de “boneca” no bate-boca entre os dois na reunião de antes de ontem do Conselho de Ética. O presidente da entidade, Toni Reis, afirma no ofício encaminhado ao senador que o uso do termo reforçou o preconceito contra os homossexuais.

“Se a declaração foi reproduzida fielmente pelos meios de comunicação, o senhor foi infeliz ao utilizar-se de um termo denotando a homossexualidade como forma de menosprezar outro parlamentar”. A assessoria de Tasso informou que ele não vai se manifestar. Na véspera, Tasso respondeu a um demorado discurso de Almeida Lima em favor do voto secreto dizendo “calma, boneca” e imitando trejeitos efeminados. Em seguida, os dois passaram a trocar insultos.

A associação encaminhou a Tasso uma ficha de adesão à Frente Parlamentar pela Cidadania e um manifesto a favor de um projeto que criminaliza atos homofóbicos, solicitando o seu apoio. “Seria importante que o senhor esclarecesse o acontecido e deixasse claro publicamente que não tem preconceitos contra os homossexuais”, afirma.

Segundo a entidade, uma forma de provar a ausência de preconceito seria apoiar o projeto de lei contra crimes homofóbicos. “Outra forma de demonstrar seu compromisso com o enfrentamento do preconceito e da discriminação seria seguir o exemplo de outros senadores e integrar a Frente Parlamentar pela Cidadania”, acrescenta. “Afinal, cabe a todos nós, sobretudo aqueles que têm responsabilidades por elaborar leis ou gerir políticas públicas, combater toda e qualquer forma de preconceito e discriminação”.

O Povo

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