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Espanha propõe lei anti-racismo severa no esporte

Espanha propõe lei anti-racismo severa no esporte

O governo espanhol esboçou uma lei para ajudar a combater o racismo no esporte que ameaça com multas maiores, subtração de pontos e até rebaixamento para times de futebol em casos graves.

O governo espanhol esboçou uma lei para ajudar a combater o racismo no esporte que ameaça com multas maiores, subtração de pontos e até rebaixamento para times de futebol em casos graves.

“Eu espero que nunca tenhamos que usá-las, mas será um alerta para todos de que elas poderiam ser aplicadas”, disse o ministro dos Esportes espanhol, Jaime Lissavetzky, segundo o diário esportivo AS neste domingo.

“Essas seriam as sanções em último caso. Para aplicá-las teríamos que ter absoluta certeza de que estamos fazendo a coisa certa”.

As propostas, que Lissavetzky espera se tornem lei em cerca de seis meses, incluem multas de até 792.700 dólares para indivíduos e a proibição de comparecer a eventos esportivos.

As multas para os times atingiriam um máximo de cerca de 109 mil dólares.

O racismo no futebol espanhol chegou às manchetes novamente no mês passado, quando o atacante camaronês do Barcelona Samuel Eto’o ameaçou sair de campo durante uma partida, depois de sofrer insultos de torcedores do Real Zaragoza.

O jogador foi convencido a terminar o jogo e o Zaragoza levou uma multa de 10.960 dólares da Federação Espanhola de Futebol.

Vários outros clubes, incluindo o Atlético de Madrid, o Malaga e o Getafe, foram multados nos últimos dois anos depois que seus torcedores fizeram comentários racistas contra jogadores rivais.

Em 2004 os jogadores negros da Inglaterra foram vítimas de racismo durante um amistoso internacional contra a Espanha em Madri.

Na última quinta-feira, a Fifa anunciou sanções duras em incidentes racistas no futebol que incluem a suspensão de partidas, a subtração de pontos, rebaixamento ou eliminação das competições.

Confederações e associações nacionais serão instadas a incorporar as medidas, e as infrações poderão levar a afastamentos de até dois anos do futebol internacional.

O presidente da Fifa, Joseph Blatter, disse na sexta-feira que as medidas serão “aplicadas imediatamente”.

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