Justiça determinou prisão para que seja apurado envolvimento dele com a quadrilha investigada na Operação Oeste. A Justiça Federal decretou a prisão temporária e quebrou o sigilo bancário e fiscal do delegado de Polícia Federal Washington da Cunha Menezes, ex-chefe da delegacia da PF em Marília (SP). Menezes foi preso hoje de manhã e recolhido à Superintendência da PF em São Paulo. A ordem de prisão foi dada pelo juiz federal substituto Leonardo Pessorusso de Queiroz, da 3ª Vara Federal de Marília, a pedido do Ministério Público Federal. O juiz determinou também que fossem realizadas busca e apreensão na casa e no escritório do policial.
O novo desdobramento da Operação Oeste, que investiga vários crimes praticados por uma quadrilha formada por policiais federais, delegado da Polícia Civil, empresários e criminosos, ocorreu em virtude de novos elementos colhidos pelo MPF após a deflagração da operação, ocorrida em 26 de abril, afirma o procurador da República Célio Vieira da Silva, de Marília.
Segundo a ordem judicial, expedida ontem, 25 de junho, a prisão se deve a fortes indícios de envolvimento e participação do delegado em crimes como peculato (apropriar-se de recursos públicos em razão do cargo), extorsão, quadrilha e corrupção passiva.
Três dias antes da Operação Oeste, Menezes perdeu o cargo de delegado-chefe da PF de Marília e, no momento, aguardava resposta a pedido de remoção para outra unidade. A quebra de sigilo bancário e fiscal do delegado também atinge parentes do policial, cujas contas podem ter recebido dinheiro do crime.
Depoimentos – Hoje, 26 de junho, a Justiça Federal iniciou os interrogatórios das ações penais abertas na semana passada. Foram interrogados os agentes federais Henrique Pinheiro Nogueira e Roland Magnese Júnior, que eram os responsáveis pela fiscalização de empresas de segurança nas delegacias de Marília e Presidente Prudente.
Ambos são acusados de advocacia administrativa e Nogueira também responde por corrupção passiva. Segundo o MPF, eles usaram do cargo para ajudar empresas de segurança, relaxando a fiscalização e agilizando documentos.
Marcelo Oliveira