Ele se chama Carlos Godinho. Trabalhou no Banco Rural. Foi superintendente da instituição. Contou à revista Época algo que muitos já suspeitavam: são “forjados” os empréstimos que o Banco Rural concedeu a Marcos Valério, braço financeiro do PT na época em que a tesouraria do partido era gerida por Delúbio Soares.
A direção do Rural, diz Godinho, recomendou que fossem sonegadas ao Banco Central informações relativas aos supostos empréstimos. A SMP&B, agência que tinha Valério no rol de sócios, conseguiu renovar quatro vezes seu empréstimo. E logrou obter novos créditos mesmo sem liquidar dívidas anteriores.
Em nota, o Rural afirmou que as declarações de Godinho são “mentirosas e irresponsáveis” e que “revelam um oportunismo perverso, tendo em vista que só vieram a público após o seu recente desligamento do banco”. Leia os detalhes em depacho da FolhaOnline. Escrito por Josias de Souza.