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Família de doente acionará Justiça

Família de doente acionará Justiça

Ação objetiva apurar se houve negligência no atendimento no Hospital do Trauma Familiares do aposentado Severino Pereira Martins, 68, falecido no último domingo, no Hospital de Emergência e Trauma, em João Pessoa, durante pane no fornecimento de energia da unidade, afirmaram que vão acionar a Justiça para que seja apurado se houve negligência no atendimento.

Ação objetiva apurar se houve negligência no atendimento no Hospital do Trauma

Familiares do aposentado Severino Pereira Martins, 68, falecido no último domingo, no Hospital de Emergência e Trauma, em João Pessoa, durante pane no fornecimento de energia da unidade, afirmaram que vão acionar a Justiça para que seja apurado se houve negligência no atendimento.

A direção do hospital afirma que Severino Pereira respirava sem aparelhos e que a interrupção na energia não prejudicou pacientes internados, mas familiares querem que o caso seja melhor investigado.

Segundo Marcos Aurélio da Silva, filho de Severino Pereira, a família não foi informada sobre o estado do aposentado e pode ter havido negligência. “Pode ter sido negligência, ninguém sabe o que aconteceu realmente porque não pudemos entrar.

Apenas me disseram que ele estava fazendo uma bateria de exames e que só poderíamos vê-lo às 15h00, na hora da visita. Foi quando começou a falta de energia e a assistente social chegou dizendo que ele tinha morrido”.

A falta de energia aconteceu na tarde de domingo, quando o Hospital de Trauma ficou sem energia, durante aproximadamente uma hora (das 14h30 às 15h30).

Houve pane nos geradores e algumas pessoas que estavam internadas na UTI precisaram receber auxílio de respiradores de baterias e manuais. Além disso, a falta de energia fez com que atendimentos de urgência fossem encaminhados para outros hospitais da Capital. Durante a falta de energia, houve tumulto na recepção do hospital. Familiares, sem notícias dos parentes que estavam internados, ficaram transtornados.

O aposentado Severino Pereira chegou ao hospital de Emergência e Trauma na manhã do domingo, depois de cair de uma bicicleta e ter sido atropelado por uma caminhonete F 4000, no bairro de Tibiri II, no município de Santa Rita e faleceu por volta das 15h00 do mesmo dia. Ele foi enterrado ontem, às 16h00, no cemitério em Tibiri II, no município de Santa Rita.

Direção dá outra versão

A direção geral do Hospital de Emergência e Traumas Senador Humberto Lucena divulgou nota dizendo que a falta de energia na unidade de saúde “não trouxe prejuízos para o funcionamento do hospital nem para os pacientes internados”, já que o gerador da unidade e a Saelpa foram imediatamente acionados e que o hospital dispunha de respiradores manuais e de aparelhos com baterias para suprir as necessidades dos pacientes internados.

Ainda segundo a direção do hospital, apesar de politraumatizado e encontrar-se em estado grave, o aposentado respirava sem aparelhos e estava em observação na sala de emergência, quando foi encaminhado para fazer novas baterias de exames. “Ele foi encaminhado para o centro de imagens, estava aguardando fazer novos exames quando veio a óbito.

Ele não respirava por aparelhos e seu estado era grave devido a um atropelamento. A falta de energia não influiu no seu caso”, disse o diretor técnico Wandeberg Albuquerque.

O diretor disse que, no momento da queda de energia, a equipe médica ficou fazendo triagens no atendimento de emergência do hospital. “O atendimento foi suspendido durante a falta de energia, sendo feita a triagem dos casos e o encaminhamento para outros hospitais, mas como a demanda no horário era pequena, tudo pode ser resolvido”, disse.

Ele afirmou ainda que o hospital encontrava-se lotado, mas que, em momento algum, faltou assistência aos pacientes, nem na UTI, ou em qualquer outra ala do hospital. “Toda a direção e coordenadores do hospital foram acionados e se fizeram presentes para resolver a situação, garantindo assistência aos pacientes”, ressaltou.

O diretor técnico disse também que, durante a pane, dos 10 pacientes que estavam nos leitos da UTI do hospital de Trauma, apenas quatro necessitaram de auxílio de respiradores manuais. “Nossa equipe, mobilizada, ficou se revezando e os outros pacientes permaneceram com ventilação mecânica com baterias, de modo que, se houvesse necessidade, os pacientes seriam transferidos na UTI móvel do hospital e o atendimento seria feito”, afirmou.

“GERADORES FORAM LIGADOS”

Wandeberg Albuquerque, diretor técnico do Hospital, disse que, pelo que foi detectado inicialmente pela equipe de manutenção, a falta de energia elétrica no hospital foi ocasionada por pane no fornecimento no bairro e que isso provavelmente fez com que os geradores também não funcionassem.

“Pelo que a equipe de manutenção do hospital avaliou, os dois geradores foram acionados automaticamente com a queda de energia que o bairro sofreu, mas houve um curto circuito nos cabos de alimentação externa, provavelmente por uma sobrecarga, e os geradores também ficaram em pane. Houve a possibilidade de incêndio e só podíamos ligar os geradores quando tivéssemos segurança, por isso, demorou uma hora sem energia. A Saelpa foi acionada e problema resolvido o mais rápido possível”, disse.

Através de nota, a Saelpa informou que “a falta de energia ocorrida foi provocada por um defeito nas instalações internas do hospital, em um dos cabos subterrâneos da entrada de energia” e que não houve qualquer defeito em sua rede elétrica que atende o bairro João Agripino, nas imediações do Hospital de Trauma, na tarde de domingo.

A nota diz ainda que “os cabos são de propriedade e responsabilidade do hospital e estão localizados em sua área interna”, não tendo o hospital ficado “sem energia em decorrência de um problema originado pela Saelpa e sim a rede interna do hospital é que provocou a interrupção que atingiu o bairro”.

A nota do hospital

A Direção do Hospital de Emergência e Trauma Senador Humberto Lucena informa à população paraibana que a falta de energia ocorrida no conjunto Pedro Gondim no dia 27/06/04 não trouxe prejuízos para o funcionamento do Hospital nem para os pacientes internados.

O gerador do Hospital foi automaticamente ligado e a Saelpa acionada.

O Hospital possui respiradores nas suas diversas unidades de observação, portadores de baterias de reserva, bem como respiradores manuais.

O paciente que faleceu nas dependências do Hospital era um politraumatizado grave e não encontrava-se sob respiração assistida.

A Direção do Hospital agradece a rapidez e a atenção da Saelpa no atendimento emergencial.

João Pessoa, 28 de junho de 2004

A Direção

Saelpa diz que pane ocorreu nas instalações do hospital

Em nota distribuída ontem à tarde, a direção da Sociedade Anônima de Eletrificação da Paraíba (Saelpa) esclareceu que não houve qualquer defeito em sua rede de distribuição elétrica no João Agripino. Segundo explica o texto, a queda no fornecimento de energia no bairro foi provocada por uma pane nas próprias instalações do Hospital de Traumas.

A Íntegra da nota:

Com referência à matéria publicada na edição desta segunda-feira, (28.06.2004), do jornal Correio da Paraíba, sobre falta de energia no Hospital de Traumas, a Saelpa esclarece que:

1) Não houve qualquer defeito em sua rede elétrica que atende o bairro João Agripino, nas imediações do Hospital de Traumas, na tarde de 27.06.2004;

2) A falta de energia ocorrida naquele bairro foi provocada justamente por um defeito ocorrido nas instalações internas do hospital, em um dos cabos subterrâneos da entrada de energia.

Esses cabos são de propriedade e de responsabilidade do hospital e estão localizados em sua área interna. Assim, em nenhum momento, o hospital ficou sem energia em decorrência de problema originado na rede da Saelpa.

Pelo contrário, o problema ocorrido na rede interna do Hospital é que provocou a interrupção que atingiu o bairro;

3) Tão logo foi identificado que o problema se encontrava nas instalações internas do hospital, a Saelpa procedeu a regularização do fornecimento de energia dos demais consumidores, permanecendo o hospital desenergizado, para possibilitar a correção do seu problema interno;

4) Mesmo não sendo de sua responsabilidade a promoção de reparos em redes localizadas nas áreas internas do cliente, a Saelpa prestou total apoio ao Hospital, disponibilizando equipe técnica especializada para localizar o defeito no cabo subterrâneo e solucioná-lo da maneira mais rápida possível;

5) A Saelpa, como sempre, encontra-se disponível para prestar os esclarecimentos necessários em relação à sua área de atuação e lamenta que na presente situação não tenha sido acionada pela imprensa para esclarecer os acontecimentos, evitando assim interpretações incorretas sobre os fatos ocorridos.

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