Amigos se reúnem para lembrar a o brasileiro morto pela polícia inglesa. Faz dois anos que ele foi confundido com um terrorista e levou oito tiros.
Os familiares de Jean Charles de Menezes pediram neste domingo (22), que seja feita justiça, durante uma vigília celebrada em memória do jovem na estação de metrô de Stockwell, em Londres, onde ocorreu a tragédia. Neste domingo se completam dois anos da morte do brasileiro em uma ação equivocada da Polícia britânica.
Ativistas e amigos foram lembrar a morte do eletricista, que levou sete tiros na cabeça e um no ombro após ser confundido com um terrorista. O grupo agendou para a segunda-feira uma demonstração pública pela memória do brasileiro e pela busca por justiça.
“Continuamos à espera de que se faça justiça, e voltaremos a este lugar todos os anos até que o caso termine”, disse Patricia Armani da Silva, prima da vítima e que chorou no final da cerimônia.
Há exatamente dois anos, os agentes da brigada antiterrorista da Scotland Yard atiraram em Jean Charles, após o eletricista ter sido confundido com um dos terroristas que tinham participado do atentado contra três comboios do metrô e um ônibus no dia anterior.
Os ataques, que não causaram vítimas, já que apenas os detonadores explodiram, seriam uma réplica dos que ocorreram em 7 de julho contra a rede de transporte londrino, que deixaram 56 mortos – entre eles, quatro terroristas suicidas – e mais de 700 feridos.
A morte de Jean Charles foi lembrada com dor por dezenas de parentes e amigos próximos, em meio à indignação com as autoridades britânicas, com um minuto de silêncio diante de um santuário erguido em memória do eletricista.