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Fazendeiros criam `consórcio jurídico’

Fazendeiros criam `consórcio jurídico’

MONTES CLAROS - Os fazendeiros do Norte de Minas pretendem criar um "consórcio jurídico" para fazer frente à onda de invasões de propriedades por lavradores sem-terra. A idéia é ratear os custos de uma assessoria jurídica especializada em conflitos agrários para agilizar as ações de reintegração de posse.

MONTES CLAROS – Os fazendeiros do Norte de Minas pretendem criar um “consórcio jurídico” para fazer frente à onda de invasões de propriedades por lavradores sem-terra. A idéia é ratear os custos de uma assessoria jurídica especializada em conflitos agrários para agilizar as ações de reintegração de posse.

A decisão foi tomada na noite da última segunda-feira, durante reunião do “Movimento Paz no Campo”, realizada no auditório da Sociedade Rural de Montes Claros. Participaram mais de 100 produtores rurais. A reunião foi uma suposta reação ao anúncio da liderança norte-mineira da Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Estado de Minas Gerais (Fetaemg) de que está colocando em prática um cronograma de invasões. Na semana passada, quatro propriedades foram ocupadas.

A revelação foi feita pelo HOJE EM DIA, em sua edição do último dia 14. Na manhã de ontem, a diretoria do Sindicato Rural de Montes Claros se reuniu com seus advogados para discutir uma ação que será impetrada contra o assessor regional da Fetaemg, Arimar Gomes da Silva, autor da ameaça de novas invasões.

“Em juízo, vou apresentar a listagem de 50 fazendas improdutivas já indicadas ao Incra para reforma agrária. Reforço que se 15 delas não forem vistoriadas até dezembro, serão invadidas”, afirma Arimar Silva. Segundo Alexandre Viana, ameaças assim só fortalecem o “Movimento Paz no Campo”, criado em julho passado. “Nossa primeira meta é cadastrar o maior número possível de ruralistas e assim fortalecer as iniciativas da categoria no campo jurídico”, aponta.

Uma dessas iniciativas envolve a Fazenda Sanharó, em Montes Claros, cuja reintegração de posse já havia sido concedida pela Vara de Conflitos Agrários. Agora, o caso tramita em uma vara federal, pois o fazendeiro Alceu Proença pediu novo laudo ao Incra, que classificou a propriedade como improdutiva.

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