A Fiat e a General Motors não chegaram a um acordo sobre a possibilidade do grupo italiano forçar a montadora norte-americana comprar sua unidade automotiva.
A Fiat informou que pode execer a opção de venda a partir desta quarta-feira, mas o fato de não ter feito isso ainda ou ter vencido as negociações com a GM na véspera desapontou os investidores, que esperavam que a GM pagasse à Fiat cerca de 1,8 bilhão de euros para que o grupo italiano desistisse da opção.
O período de negociação entre as empresas acabou no final da noite de terça-feira sem acordo e agora as empresas podem ir à Justiça.
“Houve enorme desapontamento. Há o risco agora de haver um processo infindável”, disse um operador de Milão.
A Fiat e a GM mantêm suas posições sobre a opção de venda, com a GM reiterando que a Fiat inviabilizou o negócio ao promover um programa de recapitalização na Fiat Auto, que cortou para 10 por cento a participação da empresa norte-americana na companhia, e ao vender sua unidade financeira.
“Nossa posição não mudou desde que estas transações começaram. Nós não mudamos um ponto sequer”, afirmou um porta-voz da GM.
E a Fiat continuou a rejeitar o posicionamento da GM.
“A Fiat reafirma sua visão de que a opção de venda é válida, executável e está de acordo com os termos do contrato e isso é um importante ativo para o grupo. A opção é exercível a partir de hoje”, informou o grupo italiano.
A Fiat não quis comentar quando o presidente-executivo da companhia, Sergio Marchionne, pode iniciar o processo de venda da montadora. Anteriormente, o executivo afirmou que poderia exercer a opção para forçar um acordo rápido com a GM.
Analistas afirmam que a Fiat tem pouco tempo a seu favor já que a Fiat Auto está deficitária, suas vendas continuam em queda e tem 8 bilhões de euros de dívida.