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Gastos da campanha do ex- ministro do STJ Edson Vidigal sob suspeita

Gastos da campanha do ex- ministro do STJ Edson Vidigal sob suspeita

Desde a posse da secretária Eurídice Vidigal (Segurança) e o estouro da Operação Navalha uma série de fatos apontam para possíveis omissões e irregularidades nas prestações de contas eleitorais do ministro aposentado Edson Vidigal (foto)(PSB), marido da mulher que hoje comanda a Segurança Pública no Maranhão.

Desde a posse da secretária Eurídice Vidigal (Segurança) e o estouro da Operação Navalha uma série de fatos apontam para possíveis omissões e irregularidades nas prestações de contas eleitorais do ministro aposentado Edson Vidigal (PSB), marido da mulher que hoje comanda a Segurança Pública no Maranhão.

Apesar da campanha milionária, que contou com uma convenção hollywoodiana e dois helicópteros, o ex-presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ) declarou ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE) gastos de apenas R$ 89 mil.

Reportagem de O Estado do dia 10 deste mês revela que a empresa que teria cedido os dois helicópteros à campanha de Vidigal, a Fly One Serviços Aéreos, de São Pedro da Aldeia (RJ), conseguiu alugar dois aparelhos para a Secretaria de Segurança pelo dobro do valor de mercado. Detalhe: com dispensa de licitação.

Os helicópteros, modelo Bell 206 Jet Ranger, fabricados há 17 anos, são tão ultrapassados que entre um pouso e uma decolagem têm de ficar entre 15 a 20 minutos no solo totalmente desligados, com as portas centrais e as turbinas desligadas, sob o risco até de cair.

Com o aval do governador Jackson Lago (PDT), Eurídice Vidigal decretou estado de emergência no setor de prisional do estado. Segundo denunciou o deputado Ricardo Murad (PMDB) na Assembléia, a medida tem por objetivo justificar uma dispensa de licitação no valor de R$ 14 milhões para construção de duas casas de detenção no estado, cada uma no valor de R$ 7 milhões.

O deputado foi mais longe. Disse que parte desses recursos seriam desviados pela empreiteira responsável pela obra para saldar dívidas de campanha do ministro aposentado, avaliado pelo parlamentar em R$ 3 milhões.

“O PDT se comprometeu a ajudar o Vidigal a pagar dívidas de campanha, e esse estado de emergência com a dispensa de licitação para construção de casas de detenção, foi feita nesse sentido. A secretária promoveu ainda uma dispensa de licitação no valor de R$ 450 mil para compra de peças e manutenção de veículos na concessionária Honda da cidade. Tudo isso é no mínimo suspeito”, afirmou Ricardo.

Durante a Operação Navalha, o jornal “Correio Braziliense” denunciou, com base em relatório da Polícia Federal, que no dia 1º de setembro de 2006 Zuleido Veras, dono da Gautama, mandou um funcionário da empresa depositar R$ 100 mil na conta da Pública Comunicações, dos marqueteiros Elsinho Mouco e Antonio Melo.

A empresa foi a responsável pela campanha do ministro aposentado. Eles trabalharam ainda nas campanhas dos outros candidatos da “cooperativa” montada pelo ex-governador José Reinaldo (PSB): Aderson Lago (PSDB) e seu primo, o hoje governador Jackson Lago.

Comprando briga com boa parte dos seus subordinados, a secretária nomeou o policial federal aposentado Alferes de Brito Vital para a Corregedoria da Polícia Civil. Acusado pelo Ministério Público Federal de matar um suposto bandido pelas costas, o corregedor doou R$ 8 mil à campanha de Vidigal – R$ 4 mil no dia 29 de agosto e outros R$ 4 mil no dia 20 de setembro.

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