Porto Alegre – A governadora do Rio Grande do Sul, Yeda Crusius (PSDB) (foto), disse hoje que é chamada de “imperatriz e conflituosa” porque está decidida a resolver questões que os antecessores preferiram não enfrentar, especialmente, fazer com que as despesas caibam dentro do orçamento. O comentário foi feito no programa semanal de rádio Conversa com a Governadora e soou como uma resposta às críticas recentes que recebeu do presidente do Tribunal de Justiça (TJ) do Estado, Marco Antônio Barbosa Leal.
A polêmica começou na segunda-feira, quando Leal, ao comentar o veto de Yeda ao sistema de subsídio para a remuneração do Judiciário, afirmou que “o tempo do império já passou” e que ela não teve sensibilidade para entender que o Estado não pode ter uma Justiça de segunda categoria. Ontem, Yeda sustentou que o piso de R$ 17 mil que o subsídio estabeleceria para o Judiciário e o Ministério Público (MP) seria “um escândalo”.
Ao mesmo tempo em que manteve a discussão com a Justiça, a governadora do Rio Grande do Sul sinalizou aos funcionários do públicos estaduais que está disposta a negociar o pagamento dos resíduos da chamada Lei Britto, um conjunto de reajustes dados em 1995 pelo ex-governador Antônio Britto e que até hoje não foram pagos, integralmente, eles, gerando milhares de ações trabalhistas contra o governo do Estado. O anúncio foi saudado pelo presidente da Federação Sindical dos Servidores Públicos no Estado do Rio Grande do Sul (Fessergs), Sérgio Arnoud, como “um grande passo nas relações do governo com o funcionalismo”, desde que evolua, de fato, para uma negociação. (Elder Ogliari)