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Grupos vão à Justiça pedir lista de mortos.

Grupos vão à Justiça pedir lista de mortos.

A discussão sobre a divulgação da lista de mortos durante a crise de violência detonada pelo crime organizado em São Paulo não terminou, como pretendia o governo do Estado. Entidades de direitos humanos, o Ministério Público e a Defensoria Pública podem exigir na Justiça que o governo paulista publique os nomes de todas as vítimas fatais dos confrontos com a polícia. Neste domingo, o governador Cláudio Lembo anunciou que não pretende divulgar os nomes, segundo ele, para 'preservar as famílias'

A discussão sobre a divulgação da lista de mortos durante a crise de violência detonada pelo crime organizado em São Paulo não terminou, como pretendia o governo do Estado. Entidades de direitos humanos, o Ministério Público e a Defensoria Pública podem exigir na Justiça que o governo paulista publique os nomes de todas as vítimas fatais dos confrontos com a polícia. Neste domingo, o governador Cláudio Lembo anunciou que não pretende divulgar os nomes, segundo ele, para “preservar as famílias”

Outro argumento para o sigilo da lista foi dado pela Secretaria de Segurança, que alega que a publicação dos nomes poderia “comprometer as investigações”. Em uma reunião marcada para esta segunda-feira, as entidades vão definir qual será a estratégia para exigir o documento.

O Ministério Público Estadual, no entanto, exige que o governo entregue uma lista com os nomes das vítimas, circunstâncias em que ocorreram as mortes e se possuíam antecedentes criminais. “O MP Estadual quer a divulgação dos nomes. Já solicitamos cópias dos boletins de ocorrência dos eventos que resultaram em morte, nos confrontos com a polícia. Temos o poder legal para acessar essas informações. Se for preciso vamos usá-lo”, disse o procurador-geral de Justiça de São Paulo, Rodrigo César Rebello Pinho, ao jornal O Globo. Segundo balanço da Secretaria de Segurança Pública, seriam 109 mortos.

Neste domingo, representantes da Ouvidoria e do Conselho Regional de Medicina passaram o dia no Instituto Médico Legal para fiscalizar o trabalho de identificação de 11 corpos. As entidades de direitos humanos, procuradores e promotores irão pedir exames balísticos à polícia nas cápsulas encontradas junto aos corpos, para determinar se as balas saíram de armas usadas pela PM. Além disso, será requisitado acesso a exames residuográficos, que indicarão se as vítimas atiraram.

As lesões dos corpos de algumas vítimas da onda de violência deflagrada pelo PCC são compatíveis com atos de execução. “Entre os apontamentos dos peritos do IML, verifiquei lesões de defesa nas mãos, tiros na cabeça que atravessaram o cérebro e lesões que denotam emprego de arma de repetição, dada a proximidade dos orifícios de entrada das balas”, explicou o defensor público Pedro Giberti ao jornal O Estado de S. Paulo.

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