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Jovens presos inocentemente sofreram porradas por dez dias

Jovens presos inocentemente sofreram porradas por dez dias

Asfixiamento com saco plástico, choque elétrico, espancamento com a mão, cadeiradas. Três jovens acusados de homicídio e violência sexual dizem ter passado por essa rotina de maus-tratos, no primeiro relato mais detalhado da tortura, feito a Mario Cesar Carvalho e publicado na Folha deste sábado.

Asfixiamento com saco plástico, choque elétrico, espancamento com a mão, cadeiradas. Três jovens acusados de homicídio e violência sexual dizem ter passado por essa rotina de maus-tratos, no primeiro relato mais detalhado da tortura, feito a Mario Cesar Carvalho e publicado na Folha deste sábado.

O trio ficou preso por dois anos, sob acusação de agressão sexual e homicídio. Depois de dois anos na prisão, eles foram soltos porque a polícia afirma que Leandro Basílio Rodrigues, 19, chamado de “maníaco de Guarulhos”, confessou com detalhes o assassinato de Vanessa.

“Renato foi o que mais apanhou. Foram dez dias de porrada”, conta o pizzaiolo Wagner Conceição da Silva, 25, referindo-se ao também pizzaiolo Renato Correia de Brito, 24. “O que você imaginar de ruim na Terra, eles fizeram”, diz o office-boy William César de Brito Silva.

Eles dizem ter sofrido tortura numa base da Polícia Militar e no 1º Distrito Policial de Guarulhos.

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