O secretário de Administração de João Pessoa, advogado Gilberto Carneiro (foto), rompeu o silêncio neste domingo (17) e confrontou, em entrevista ao blog, as acusações do professor Francisco Barreto (PSL), ex-secretário de Ricardo Coutinho, sobre o inchaço na folha de pessoa da prefeitura.
Para ele, Barreto é bom de teses, mas um desastre na prática. “Basta recorrer a história para saber qual o desempenho dele nas secretarias por onde passou, a começar por Carneiro Arnaud e passando por Tarcísio Burity”, declarou.
Carneiro desmentiu a tese de que a prefeitura aumentou apenas em 2009 cerca de dez mil prestadores de serviço. Segundo ele, os números reais apontam para um aumento de 3,3 mil prestadores de serviço durante toda a gestão. “A prefeitura de João Pessoa tinha 4,5 mil prestadores de serviço em 2004 e hoje tem 7,8 mil. Em Janeiro de 2009, encerramos os contratos em razão do recesso escolar e depois renovamos”, disse.
Segundo ele, a elevação é resultado do aumento da demanda de serviços da prefeitura. “Construímos nove escolas municipais, o que representa 178 salas de aula a mais, reforma toda a rede hospitalar e colocamos em funcionamento o Hospital de Trauma de Mangabeira, bem como criação de 26 estações digitais e outros serviços”, destacou.
Ele destacou ainda que a prefeitura reduziu o número de cargos comissionados que eram 4,5 mil em 2004 e passaram para 879. Gilberto Carneiro também desafiou Barreto a falar em aumento orçamentário da folha. “O aumento em valores, incluindo reajustes, salário mínimo e decisões judiciais, não passa de 15% em relação a 2004”, disse.
Ele completou ainda dizendo que a prefeitura gasta apenas 39% da receita corrente líquida com pessoal, quando a Lei de Responsabilidade Fiscal permite gastos em até 54%.
Apesar de tudo isso, Gilberto Carneiro declarou que a prefeitura realiza estudos para anunciar em 2010 realização de concursos públicos para saúde, educação e Guarda Municipal.
“O problema é que os concursos exigem um tempo próprio de seleção e contratação e nós não podemos fazer a administração parar”, declarou, completando que “somente as administrações medíocres não aumentam suas demandas de serviços e, por consequência, de pessoal”.