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Juiz britânico vê nove erros no documentário de Al Gore sobre o clima

Juiz britânico vê nove erros no documentário de Al Gore sobre o clima

A Alta Corte britânica apontou nove erros no filme do ex-vice-presidente americano Al Gore "Uma verdade inconveniente", premiado com o Oscar de melhor documentário. O juiz Michael Burton, que analisava os filmes a serem exibidos nas escolas britânicas, considerou o filme tendencioso, mas não impediu sua exibição, desde que os professores apontem os trechos polêmicos e apresentem os argumentos contrários às informações.

A Alta Corte britânica apontou nove erros no filme do ex-vice-presidente americano Al Gore “Uma verdade inconveniente”, premiado com o Oscar de melhor documentário. O juiz Michael Burton, que analisava os filmes a serem exibidos nas escolas britânicas, considerou o filme tendencioso, mas não impediu sua exibição, desde que os professores apontem os trechos polêmicos e apresentem os argumentos contrários às informações.

A luta pelo meio-ambiente estrelada por Gore faz do ex-vice presidente americano um dos fortes candidatos ao prêmio Nobel da Paz, cujo ganhador será anunciado na sexta-feira. O juiz britânico reconheceu que seu filme é “bastante correto” na apresentação das causas e prováveis efeitos da mudança climática, mas ressaltou que algumas das afirmações feitas no documentário são “alarmistas e exageradas”.

Uma decisão anterior do governo britânico de exibir o documentáario nas escolas secundárias do país foi contestada pelo diretor de um colégio, que recorreu a Alta Corte. Agora, o primeiro erro de Gore, segundo Burton, é afirmar que o nível dos mares poderia subir seis metros “num futuro próximo”, afirmação que qualificou como “contrária ao consenso científico”.

Outras duas inverdades seriam o esvaziamento de atóis no Oceano Pacífico e os dados apresentados por Gore sobre os níveis de dióxido de carbono e a temperatura na Terra nos últimos 650 mil anos.

O juiz também contestou a afirmação de que a Corrente do Golfo poderia deixar de circular. Entre os questionamentos, Burton cita ainda que Al Gore atribui às mudanças climáticas a seca do lago Chad, o degelo do Kilimanjaro e o furacão Katrina. Mas, segundo a Corte britânica, os cientistas ainda não comprovaram o vínculo desses fenômenos ao aquecimento global.

A Corte também considerou imprória a associação que o filme faz entre o afogamento de ursos polares e o degelo de seu habitat natural provocado pelo aquecimento global. Por fim, o juiz criticou Al Gore por atribuir o branqueamento de corais às mudanças climáticas.

O veredicto, classificado como insólito pelo jornal britânico “The Times”, assinala que a “visão apocalíptica” do filme é política e não se trata de uma análise imparcial e científica. “É sabido que não é simplesmente um filme científico” destaca o juiz no veredicto da Alta Corte britânica.

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