A Justiça de São Paulo suspendeu por cinco anos os direitos políticos de Klinger Luiz de Oliveira Souza, secretário de Serviços Municipais de Santo André na gestão do prefeito petista Celso Daniel, seqüestrado e assassinado em janeiro de 2002. A decisão do juiz da 7ª Vara Cível de Santo André, Yin Shin Long, atinge também o empresário Ronan Maria Pinto, pelo mesmo período.
Klinger, que também foi secretário de Transportes de Daniel e vereador pelo PT, e Ronan são apontados pelo Ministério Público como dois dos cabeças do suposto esquema de corrupção no setor de transporte coletivo de Santo André na gestão de Daniel. Para o MP, o esquema abastecia o caixa 2 das campanhas eleitorais do PT e teria motivado a morte do prefeito – tese sustentada pela família, que acredita em crime político. A condenação de ambos, no entanto, não foi criminal, mas cível, por ato de improbidade administrativa.
De acordo com o jornal O Estado de S. Paulo, a empresa Rotedali Serviços e Limpeza Urbana Ltda., de Ronan, também está proibida por cinco anos de “contratar com o poder público ou receber benefícios ou incentivos fiscais ou creditícios, direta ou indiretamente, ainda que por intermédio de pessoa jurídica da qual seja sócia majoritária”. Da decisão, que é de primeira instância, ainda cabe recurso.